Aprenda a Montar um Amplificador

Um Mini Amplificador à Pilhas

Aqui vou mostrar em funcionamento um mini amplificador que montei. Ele é muito simples e utiliza somente 4 componentes. A base do circuito é o CI LM 386. A alimentação usada foi 12 Volts. A potência de saída está diretamente ligada à tensão e ao ganho aplicado ao potenciômetro.

Circuito do mini amplificador
Circuito do mini amplificador

Esse mini amplificador ficará em minha bancada de eletrônica servindo como amplificador de prova. Vou alimentar o mesmo com 6 Volts somente, pois não há necessidade de alto ganho para essa finalidade que pretendo usar.

A placa usada é uma placa do tipo universal. Ela já vem com os furos para o circuito integrado. Como ela é preparada para CI´s com 16 pinos os furos que sobraram usei para soldar os outros componentes.

Abaixo encontra-se o circuito que utilizei para montar o amplificador mostrado aqui nesse post.

Circuito Amplificador LM 386N
Circuito Amplificador LM 386N

 

 

A lata de sardinha também pode virar um amplificador

Um Simples Potente Amplificador

Um dia desses estava em casa com uma lata de sardinha de bobeira e resolvi usá-la para colocar um circuitinho meu que estava precisando de uma ‘casa’. Tinha montado tempos atrás um amplificador Classe A usando um MOSFET (Transistor de Efeito de Campo). O MOSFET que usei foi o IRF 630. Ele esquenta bastante, por isso nem pense em ligar ele sem um bom dissipador de calor.

A fonte usada foi 12 Volts, com capacidade de corrente de 4 Ampéres para trabalhar com folga. O MOSFET ainda tem a particularidade de o ponto de corte de ser diferente do transistor bipolar. Com isso o resultado da amplificação com transistor de efeito de campo gera menos distorção por crossover.

Veja abaixo o aspecto do amplificador na lata de sardinha.

Vista frontal do amplificador feito em lata de sardinha. No detalhe pode ser visto o P10 da entrada, o LED e o cabo com um P10 fêmea na ponta para saída a ser ligada na caixa de som.
Vista frontal do amplificador feito em lata de sardinha. No detalhe pode ser visto o P10 da entrada, o LED e o cabo com um P10 fêmea na ponta para saída a ser ligada na caixa de som.

Vista traseira do amplificador com a entrada da alimentação.
Vista traseira do amplificador com a entrada da alimentação.

Repare que poucos componentes são necessários para montar o amplificador. Precisamos além do MOSFET de 3 resistores e 2 capacitores (1 eletrolítico e 1 cerâmico).

Fundo da lata de sardinha com o restante do circuito do amplificador.
Fundo da lata de sardinha com o restante do circuito do amplificador.

Abaixo está o diagrama do circuito que montei.

Circuito amplificador classe A com FET.
Circuito amplificador classe A com FET.

Pinagem do FET IRF 630.
Pinagem do FET IRF 630.

Meu Amplificador Caseiro Valvulado – O Fender Champ 5C1

O Amplificador Fender que Montei

Introdução

Na música as válvulas ainda hoje são peça de desejo dos músicos. O som gerado pela válvula apresenta tecnicamente características diferentes, fazendo com que o resultado seja distinto do som de um amplificador transistorizado.

Modelo que montei

O modelo que montei e vou falar nesse post é o 5C1 da Fender. O circuito pode ser facilmente encontrado na web. Ele foi lançado pela Fender na década de 50. A única alteração que fiz foi substituir a válvula retificadora 5Y3 por 2 diodos de estado sólido – 1N4007. O circuito usa pouquíssimos componentes. O resultado são cerca de 5 Watts puramente valvulados. O som é ‘nervoso’, ou seja, não espere nesse circuito um som limpinho e cristalino. Ele é um pouquinho áspero e sendo bem legal para um Blues ou Rock, por exemplo.

As Válvulas, Chassis, Trafo…

As 2 válvulas usadas possuem tensão de filamento de 6,3 Volts provenientes de um enrolamento separado no transformador de tensão. O chassis usado para montar o amplificador foi uma forma de bolo de alumínio. Ela tem a vantagem de ser encontrada facilmente e ser muito boa de trabalhar. Os cortes e furos são muito fáceis de serem feitos. Embora para uma boa blindagem não é o mais indicado.
As válvulas usadas são: 6SJ7 e a 6V6. Ambas são pentodos (nome dado por terem 5 elementos internos). A primeira válvula faz o papel de pré-ampificadora e a 6V6 de potência (output). Abaixo está o diagrama do circuito que encontrei na Web. Detalhe para a válvula 6SJ7 que utilizei. Ela é blindada, também conhecida como válvula utilizada em aplicações militares, ou seja, mais resistente (pois não é de vidro) e menos sujeita à interferências externas.

Circuito do Amplificador Fender Champ.
Circuito do Amplificador Fender Champ.

Além desse modelo existem na Internet outros bem similares, também com 2 válvulas. Porém são válvulas diferentes. Existe um modelo que possui no pré um triodo ou duplo triodo como a 12AX7. Esse modelo é o Fender 5F1.

Para a soldagem dos componentes não fiz circuito impresso. Usei barra de terminais fazendo um tipo de montagem chamada ‘ponto a ponto’. Os amplificadores valvulados de antigamente eram todos montados seguindo essa estrutura.

Eu não montei um gabinete para ele. Mas não é nada complicado. Eu mesmo já fiz outros gabinetes como para o amplificador abaixo que também montei. Esse amplificador também tem um post dedicado à ele. Leia aqui mais detalhes sobre ele.

Aspecto do mini amplificador valvulado.
Aspecto do mini amplificador valvulado.

Veja mais detalhes sobre o amplificador no vídeo abaixo.

O autor do blog Alex Baroni é professor de Curso Baroni. Para maiores detalhes sobre o curso Baroni visite o site
www.cursobaroni.com.br.

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Dica: Mesmo ele tendo um som de baixa potência é possível ensaiar com sua banda ou até dar um showzinho. Basta microfonar ele levando o som para o PA. De vez em quando vemos artistas famosos utilizando esse tipo de configuração, ou seja, um amplificador de pequena potência microfonado. Isso é super comum. Afinal o som da guitarra é um somatório do instrumento + amplificador. Cada amplificador dará um timbre diferente. Por isso nada mais justo que o guitarrista tenha necessidade de levar seu próprio amplificador para tirar o seu ‘som’.

Você nunca mais vai ficar sem captador para ukulele, violão e cavaquinho

Quer montar um captador para seu violão ou ukulele? Tá aqui! É muito simples e vou explicar para você como fazer.
Existem na natureza alguns cristais que ao sofrerem deformações geram diferenças de potencial. Mas o que é diferença de potencial, você deve estar se perguntando. DDP ou diferença de potencial é comumente conhecida como tensão. Esses cristais fazem parte de alguns componentes eletrônicos como os chamadas cápsulas de piezo ou cápsulas piezoelétricas.
São dispositivos como esse da foto abaixo.

Elas são polarizadas ou seja possuem polos específicos chamados de positivo e negativo. E conforme disse ao sofrerem deformações físicas, geram nesses dois terminais uma tensão. O cristal famoso nessa aplicação é o Cristal de Rochele.
Um ponto importante de se observar durante a soldagem do piezo é quanto a ficar pouco tempo com o ferro de soldar, pois esses componentes são sensíveis ao calor intenso.

Se você soldar dois fios nos terminais + e – já poderá ligar os mesmos na entrada do seu amplificador. E assim que tocar com os dedos sobre a superfície do piezo ouvirá isso nos alto-falantes.
Então você deve colar o cristal no tampo do seu instrumento acústico. Já fiz testes com o uso de violão, ukulele, guitarra e até violino.

Nesse vídeo mostro o captador em ação.

Aqui nesse outro vídeo eu mostro o funcionamento de toda a eletrônica por trás da captação. É algo bem simples como você já leu, mas o vídeo reforça o conteúdo. Assiste lá:

Você pode fazer um captador para seu violão/ukulele/cavaquinho

O Captador do Tipo ‘Cristal’

O Ukulele abaixo não tinha nenhum tipo de captação. Eu mesmo instalei um captador nele. O captador usado foi o mesmo descrito aqui nesse post. Fiz um furo na lateral do instrumento e instalei um plugue P10 fêmea. Veja que o plugue teve que ficar localizado nessa área do instrumento, pois a boca do mesmo é muito pequena e sendo assim é difícil colocar a mão dentro dele. Essa foi a posição em que a instalação se tornou mais fácil.

Ukulele com captador tipo cristal instalado.
Ukulele com captador tipo cristal instalado.

O captador que usei nada mais é do que um cristal pizeoelétrico. Ele pode ser encontrado em lojas de eletrônica. O captador do tipo cristal tem esse nome, pois a estrutura interna do piezo é formada por cristais. Esses cristais ao sofrerem deformação geram uma ddp (diferença de potencial) em seus terminais. Essa ddp pode no nosso caso ser traduzida pelo som que gerou a ‘deformação’. Dessa forma se esse sinal for aplicado à entrada de um amplificador, poderemos ouvir o som do Ukulele, no nosso exemplo.

Cristal Piezo
Cristal Piezo

Captador com piezo
Captador com piezo

Abaixo o circuito do captador com uso do cristal piezoelétrico.

Circuito do captador com piezo
Circuito do captador com piezo

 

O fio utilizado deverá ser blindado para evitar o aparecimento de roncos da rede elétrica.

Para não haver problema com microfonia, instalei uma grossa espuma dentro do corpo do Ukulele. Funciona super bem. Nunca tive problemas de microfonia mesmo tocando em estúdio.

Ukulele soprano da marca Mahalo.
Detalhe da espuma que coloquei no Ukulele

Veja no vídeo abaixo o som do Ukulele. Nele estou tocando com o uso de um amplificador de guitarra.

Faça você também um mini amplificador valvulado com pilhas

Montando um Amplificador Valvulado

Depois de montar valvulados maiores, achei que seria interessante montar um amplificador de menor porte. Porém, ainda assim teria de ser valvulado. Veja a foto dele aí embaixo.

Aspecto do mini amplificador valvulado.
Aspecto do mini amplificador valvulado.

Até aqui tudo bem. Porém meu desafio era maior. Eu queria fazer ele ser capaz de funcionar também com pilhas.

Espera aí? Como assim? Valvulados normalmente precisam de alta tensão para funcionarem. Existem algumas válvulas criadas especificamente para trabalharem com baixas tensões. Além do mais, é possível usar uma válvula tradicional polarizando com baixa tensão. Elas funcionam, porém não na sua forma ideal. O filamento funciona corretamente já que precisa de uma tensão baixa, mas a parte de alta tensão fica funcionando subalimentada. O resultado é que o sinal ao ser amplificado se distorce.

Para a etapa de saída, comumente chamada de ‘power’, eu usi um C.I. montando assim um amplificador híbrido (válvula + C.I.). No pré (válvula) usei um controle de ganho fazendo com que mesmo com baixa tensão a válvula possa distorcer desde o mínimo possível até o seu máximo. Assim consigo tocar um som levemente áspero ou um som bem mais distorcido. Tudo dependendo do ganho dado no potenciômetro.

No painel frontal, coloquei um potenciômetro de volume e outro de ganho. Um LED indica que o amplificador está ligado. Na entrada um plugue tipo P10 e uma chave liga-desliga tipo alavanca. Ao lado deixei a válvula em destaque participando do visual do amplificador.

Detalhe da válvula pentodo pré-amplificadora.
Detalhe da válvula pentodo pré-amplificadora.

Na traseira deixei o tradicional pórtico por onde também sai o som do alto-falante. Logo acima dele coloquei um plugue P2 para poder ligar fone de ouvido. Esse plugue funciona com circuito jaque fechado. Assim, quando um plugue de fone é inserido, o som deixa de sair no alto-falante.

Já que o amplificador é pequeno funciona super bem como amplificador de estudos. Também na parte traseira está a alimentação. Que no meu caso vem de 8 pilhas pequenas totalizando 12 Volts. Ao lado das pilhas se encontra todo o circuito do amplificador. Mantive tudo aberto para uma boa circulação do ar, já que o C.I. trabalha levemente aquecido.

Visão traseira do amplificador híbrido.
Visão traseira do amplificador híbrido.

Quer aprender a montar um desses. Aí abaixo, você pode assistir os 23 vídeos que filmei com todas as etapas.

A etapa de potência foi feita com o C.I. LM386 que dá cerca de 2 Watts da forma como foi ajustado o circuito. O gabinete foi montado em compensado de 1 cm de espessura. Toda a caixa foi forrada com carpete preto. Cantoneiras, alça e pés foram instalados para dar um jeitão todo profissional à esse Mini Amp.

Mais detalhes sobre ele ou quem quiser montar um igual à esse, basta visitar meu site www.cursobaroni.com.br e meu canal no YouTube.

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Amplificador de áudio com TDA2003

O circuito integrado TDA 2003 é um C.I. criado anos após a criação de seu antecessor, o TDA2002. Com melhorias sobre o TDA 2002, o TDA2003 consegue entregar uma potência RMS de 10 Watts. O consumo de corrente para gerar essa potência é pequeno, fazendo com que a fonte de alimentação não precise ser nada monstruoso. Com um transformador com secundário capaz de fornecer 12 Volts pelo menos 600 mA você conseguirá alimentar o amplificador.
Vale ressaltar a importância de que sua fonte seja bem filtrada com o uso de capacitores de elevada capacitância. Dessa forma você reduzirá as chances de aparecem roncos devido ao 60 Hz da rede elétrica.

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Transforme uma caixa de som em uma caixa amplificada para MP3

Tenho aqui em casa uma série de caixas de som remanescentes de aparelhos que foram ficando largados ou quebrados ao longo dos anos. Então porque não dar vida à essas simples caixas acústicas? Essa foi a ideia com a criação desse vídeo.
Aqui mostro como fiz o circuito eletrônico do amplificador assim como da fonte de alimentação. No vídeo abaixo tem o link para os outros vídeos com todas as instruções. A base do amplificador é o circuito integrado TDA 2003. Esse C.I. é capaz de entregar até 10 Watts RMS. O circuito é bem simples e pequeno e foi montado em uma ponte de terminais.

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Aprenda a tocar Jamming – Bob Marley – no Ukulele

Muito do que posto aqui sobre eletricidade e eletrônica tem a ver com música. Seja construir amplificadores, microfones, pedais e por aí vai. Então nessa linha, vou ensinar vocês a tocarem Jamming do Bob Marley no Ukulele. Esses formação de acordes que irei mostrar para o ukulele foi criação minha. Veja bem, não os acordes naturais da música. Somente os formei de um jeito diferente. A música tem basicamente os seguintes acordes a maior parte do tempo. Só uma pequena parte que tem também o acorde de Em.

Bm – Si menor

E7  – Mi com sétima

G – Sol maior

F#m7 – Fá sustenido menor com sétima

Progressão de acordes da Introdução:

Abaixo temos os acordes da intro e também da maior parte da música. Veja como eu os toco no ukulele. Fiz formações bem diferentes para alguns acordes. O intuito é facilitar a progressão mantendo a mesma sonoridade.

Bm  % |  E7  |  G  |  F#m7

Shape dos acordes (na corda com a letra X, abafar):

Para fazer o Bm7 use os 4 dedos ou uma pestana sobre as 4 cordas.

Acorde Ukulele - Bm7
Acorde Ukulele – Bm7

O importante nesse E7 é abafar a primeira corda. Eu faço isso com o dedão da mão esquerda (tipo como se faz na guitarra).

Acorde Ukulele - E7
Acorde Ukulele – E7

O Sol (G) tradicional do Ukulele.

Acorde Ukulele - G
Acorde Ukulele – G

À partir do acorde G se eu andar 1 casa para trás tenho o F#. Para obter o menor, tiro o dedo 3 e abafo a primeira corda. Veja o acorde de F#m7.

Acorde Ukulele - F#m7
Acorde Ukulele – F#m7

Letra inicial com os acordes:

             Bm             E7
We’re jamming 
G                                 F#m7
I wanna jam it with you,

Veja no vídeo abaixo eu tocando Jamming do Bob Marley no Ukulele. O grande lance é a mão direita que deve fazer uma batida semelhante ao ritmo original da música.

O capacitor no Tweeter – Explicação do Funcionamento

O capacitor no Tweeter (ou seja, altas frequências)

Muito comum de ser encontrado em série com o Tweeter encontramos um capacitor. O Tweeter é um transdutor eletroacústico, ou seja, ele converte a energia elétrica em acústica. Ele possui a capacidade de reproduzir bem somente as altas frequências, ou seja, os sons agudos. Quanto maior a frequência menor é o tamanho físico da onda sonora, por isso o tweeter pode ter dimensões pequenas.

Tweeter
Tweeter

O capacitor tem um comportamento em corrente alternada que é descrito através da Reatância Capacitiva. Traduzindo em miúdos, é uma medida que relaciona o quanto o capacitor pode ser opor ou não à passagem da corrente alternada. O capacitor em um circuito de corrente alternada permite a passagem da corrente desse tipo. Porém ele só permite que se passem as altas frequências. O quanto ele vai permitir passar, se mais ou menos, está diretamente ligado ao valor do capacitor. Essa relação de frequência e valor do capacitor é que é chamada de reatância capacitiva.

Obs: O valor do capacitor é expresso em Farads. Como trata-se de uma unidade muito grande fazemos o uso de seus submúltiplos – O microfarad, o nanofarad e o picofarad.

Capacitor de poliéster de 2,2uF x 250 Volts
Capacitor de poliéster de 2,2uF x 250 Volts

Então resumindo, o papel do capacitor no tweeter é permitir a passagem somente dos sons agudos. Os sons graves no tweeter além de não conseguirem ser reproduzidos por este ainda causam aquecimento em sua bobina levando-o à queima prematura.

Veja abaixo como deve ser ligado o capacitor ao tweeter.

Ligação do capacitor despolarizado ao tweeter
Ligação do capacitor despolarizado ao tweeter

Veja a representação do diagrama dessa ligação. Não importa se o capacitor será ligado no positivo ou negativo do alto-falante. Mas por convenção é comum ver o mesmo ligado no positivo.

Tweeter já com o capacitor ligado em série
Tweeter já com o capacitor ligado em série

Dica: Como experiência tente trocar o valor do capacitor e verá, ou melhor, sentirá que o som irá sofrer modificações.

O capacitor que deve ser usado nessa ligação é do tipo despolarizado, ou seja, um capacitor sem
polaridade. Podemos usar então capacitores de poliéster, pois eles não tem polaridade. Caso seja feito o uso de capacitores eletrolíticos, há necessidade de comprar os mesmos já despolarizados (um pouco mais difícil de encontrar, mas acha). É claro que pode-se “despolarizar capacitores eletrolíticos” através da ligação abaixo. Com essa ligação o resultado deve ser visto como somente 1 capacitor despolarizado.

Despolarizando um capacitor eletrolítico
Despolarizando um capacitor eletrolítico

A tensão de trabalho dos capacitores usados deve ser alta para suportar até mais que os picos de tensão encontrados na saída do amplificador. Nesse caso, pode-se exagerar sem medos na tensão de trabalho. Ou seja, pode colocar um capacitor com tensão de trabalho de 100 Volts ou até mais em um amplificador automotivo (12 Volts).

 

Quando o capacitor está ligado o som é mais agudo, pois nesse caso somente os agudos estão passando. Quando não há capacitor todas as frequências são entregues ao alto-falante e este reproduz as que estão dentro da sua faixa. O uso do capacitor nesse circuito é também chamado de “filtro passa-altas”, por nesse caso só permitir passar as altas frequências.

Obs: antigamente o capacitor era chamado de condensador. Há muitos anos isso é errado. Porque na verdade ele não condensa nada. O capacitor é um repositório de cargas.

O vídeo abaixo vai deixar tudo mais claro, assista e deixe seu comentário.