Visita ao museu Aeroespacial – RJ

Para quem gosta de aviões, aeromodelismo, tecnologia ou história da aviação, existe um lugar no Rio de Janeiro que merece uma visita: o Museu Aeroespacial, conhecido também como MUSAL.

O museu está localizado no Campo dos Afonsos, uma região historicamente ligada à aviação brasileira. Em minha visita, encontrei desde aeronaves históricas até helicópteros, caças, objetos relacionados à aviação e uma área dedicada a Santos Dumont.

E existe ainda um detalhe especialmente interessante para quem gosta de modelismo: nas dependências do Campo dos Afonsos também encontrei atividades de aeromodelismo.

A chegada ao Museu Aeroespacial

O MUSAL fica no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro.

Quando fiz a visita, o acesso de carro foi bastante tranquilo. Na entrada era necessário apresentar um documento de identidade para cadastro, e havia estacionamento gratuito dentro das dependências.

Naturalmente, procedimentos de acesso, horários e regras podem mudar ao longo do tempo. Portanto, para uma visita atual, vale sempre consultar previamente as informações oficiais.

Mas já na chegada havia algo que chamava minha atenção.

Aeromodelos voando.

Aeromodelismo no Campo dos Afonsos

Na época da minha visita, funcionava no local a ACA — Associação Carioca de Aeromodelismo.

Existiam duas pistas separadas: uma destinada aos aeromodelos elétricos e outra utilizada pelos modelos com motores a combustão.

Para quem gosta de aeromodelismo, isso já poderia render uma boa parada antes mesmo de entrar no museu.

É muito interessante observar os modelos decolando, fazendo suas passagens pela pista e pousando.

E existe uma relação muito natural entre as duas atividades.

No aeromodelismo reproduzimos, em escala reduzida, muitos dos princípios e características das aeronaves que encontramos em tamanho real no museu.

Dos pequenos aeromodelos para os grandes aviões

Continuando em direção ao museu, começamos a encontrar aeronaves reais.

Uma delas chamou particularmente minha atenção: um antigo avião presidencial brasileiro, que, segundo a placa existente no local quando fiz a visita, havia sido utilizado até 2010.

Esse contraste é muito interessante.

Pouco antes estamos observando pequenos aviões controlados por rádio.

Alguns metros depois estamos diante de uma aeronave real utilizada para transportar presidentes.

A entrada do MUSAL

O museu funciona em um grande hangar.

Na época em que fiz a visita, a entrada era gratuita.

Na frente do museu encontramos também uma homenagem a um dos nomes mais importantes da história da aviação:

Santos Dumont.

Um busto do aviador está instalado na entrada, e referências às suas aeronaves já ajudam a preparar o visitante para aquilo que encontrará no interior.

O tamanho do hangar impressiona

Entrando no museu, começamos realmente a perceber a quantidade e a variedade de aeronaves existentes no acervo.

Na minha visita encontrei:

monomotores;

bimotores;

jatos;

caças;

helicópteros;

aeronaves comerciais e militares.

Na época, arrisquei estimar que existissem mais de 60 aeronaves expostas. Essa foi uma impressão da visita, e não uma contagem oficial do acervo.

É possível tirar fotos

Outra coisa que gostei bastante foi a possibilidade de fotografar as aeronaves.

Durante minha visita, as fotos eram permitidas dentro do museu.

Naturalmente existiam áreas delimitadas por faixas de proteção, e os visitantes não deveriam ultrapassá-las.

Isso permitia chegar relativamente perto das aeronaves e observar muitos detalhes.

Para quem gosta de modelismo, essas fotografias podem inclusive servir posteriormente como referência.

Um museu também pode ser uma enorme fonte de inspiração para modelistas

Quando construímos uma réplica, fotografias de aeronaves reais são extremamente úteis.

Podemos observar:

trem de pouso;

antenas;

pintura;

insígnias;

entradas de ar;

posição das janelas;

superfícies de controle;

detalhes da fuselagem.

Uma visita a um museu como esse pode gerar dezenas de ideias para futuros projetos.

O Jaguar

Entre os aviões que encontrei estava um belo Jaguar.

É uma das aeronaves que fotografei durante a visita e um exemplo da variedade de aviões militares existentes no museu.

Quando observamos um caça pessoalmente, temos uma percepção completamente diferente daquela obtida apenas por fotografias.

O tamanho, a altura, as entradas de ar, o trem de pouso e a estrutura da aeronave passam a ter outra dimensão.

Aviões reais ajudam a compreender o aeromodelismo

Quem constrói aeromodelos acaba se familiarizando com termos como:

asa;

ailerons;

leme;

profundor;

fuselagem;

trem de pouso.

Quando estamos diante de uma aeronave real, conseguimos observar como esses elementos aparecem em escala verdadeira.

É uma maneira muito interessante de conectar hobby, tecnologia e história.

O antigo simulador do Boeing 727-100

Outro equipamento que chamou minha atenção foi um antigo simulador de voo do Boeing 727-100, relacionado à antiga Varig.

E ele não era o único simulador existente na exposição durante minha visita.

Para quem gosta de tecnologia, simuladores são particularmente interessantes porque mostram que a história da aviação não envolve apenas as aeronaves.

Existe toda uma infraestrutura utilizada para formar e treinar pilotos.

Simulação de voo existe há muito tempo

Hoje estamos acostumados a simuladores funcionando em computadores pessoais.

Podemos instalar um programa, conectar um joystick e experimentar diferentes aeronaves.

Mas simuladores profissionais possuem uma história muito anterior ao computador doméstico moderno.

Eles foram desenvolvidos para permitir treinamento em procedimentos e situações de voo sem precisar realizar todas essas experiências em uma aeronave real.

Encontrar um equipamento desse tipo em um museu ajuda a perceber também a evolução tecnológica da aviação.

O Electra da Varig

Outra aeronave que me impressionou bastante foi um Electra da antiga Varig.

O tamanho chama atenção quando estamos ao lado dele.

Para muitas pessoas, o Electra está fortemente associado à história da aviação comercial brasileira e especialmente à ponte aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo.

Ver uma aeronave dessas preservada é muito diferente de simplesmente encontrar sua fotografia em um livro.

A aviação comercial também faz parte dessa história

Quando pensamos em museu aeroespacial, talvez a primeira imagem seja a de caças e aviões militares.

Mas a história da aviação brasileira também passa pelas companhias aéreas e pelas aeronaves que transportaram milhares de passageiros.

Por isso, encontrar equipamentos associados à Varig acrescentou outra dimensão à visita.

Existe uma aeronave em que era possível entrar

Durante minha visita havia uma aeronave militar na qual o público podia entrar.

Era a única aeronave da exposição em que encontrei essa possibilidade.

Essa experiência é muito interessante porque muda completamente nossa percepção do espaço interno.

Do lado de fora, observamos uma máquina.

Quando entramos, começamos a imaginar as pessoas trabalhando e viajando dentro daquela estrutura.

O segundo andar guarda outra parte da história

A visita não se resume às grandes aeronaves.

No segundo andar encontrei salas com diferentes objetos relacionados à aviação, incluindo:

kits de sobrevivência;

uniformes;

facas;

e diversos outros itens históricos.

Esses objetos ajudam a mostrar que a história da aviação vai muito além das máquinas.

Existe toda uma cultura, tecnologia e atividade humana ao redor delas.

Uma área dedicada a Santos Dumont

Uma das salas que mais merece atenção é dedicada a Santos Dumont.

Durante minha visita encontrei nela:

recortes de jornais;

maquetes;

roupas;

informações sobre sua casa em Petrópolis;

documentos e outros objetos relacionados ao aviador.

É uma parte particularmente interessante da visita porque nos aproxima do personagem histórico, não apenas de suas aeronaves.

Um livro de Santos Dumont escrito em francês

Entre os itens expostos estava um livro escrito por Santos Dumont em francês, em 1904.

A obra posteriormente recebeu no Brasil o título “Os meus balões”.

É interessante lembrar que a trajetória de Santos Dumont esteve profundamente ligada à França, onde desenvolveu grande parte de suas experiências com balões, dirigíveis e posteriormente aeronaves.

Antes do avião vieram os balões e dirigíveis

Quando falamos em Santos Dumont, muitas pessoas pensam imediatamente no 14-bis.

Mas existe uma trajetória de experimentação muito maior.

Os balões e dirigíveis tiveram enorme importância em seu desenvolvimento como inventor.

Por isso, conhecer documentos, maquetes e objetos relacionados a essa fase ajuda a compreender melhor sua história.

O museu pode interessar mesmo a quem não é apaixonado por aviação

Existe uma dimensão histórica bastante forte.

As aeronaves representam diferentes períodos da tecnologia.

Um avião preservado não é apenas um conjunto de:

metal;

motor;

asas;

instrumentos.

Ele também representa uma época.

Pode estar relacionado à aviação militar, ao transporte de passageiros, à formação de pilotos ou a acontecimentos históricos.

Para crianças, a escala das aeronaves chama muita atenção

Existe também uma diferença enorme entre mostrar a fotografia de um avião e colocar uma criança diante de uma aeronave real.

Ela consegue perceber:

“É realmente grande.”

Pode caminhar ao redor.

Olhar as rodas.

Observar as asas.

Comparar seu próprio tamanho com o trem de pouso.

Museus desse tipo conseguem transformar conceitos abstratos em experiências concretas.

Para quem estuda tecnologia, existem muitos detalhes para observar

Uma aeronave reúne inúmeros sistemas:

propulsão;

controle;

instrumentação;

estrutura;

comunicação;

navegação;

sistemas elétricos;

sistemas hidráulicos.

Naturalmente, não conseguimos compreender tudo simplesmente olhando para o avião.

Mas a visita desperta perguntas.

E perguntas são excelentes pontos de partida para aprender.

Observe as diferenças entre as aeronaves

Uma maneira interessante de fazer a visita é não olhar apenas cada avião isoladamente.

Compare.

Observe:

formato das asas;

posição dos motores;

quantidade de motores;

tipo de trem de pouso;

dimensão da fuselagem;

formato da cauda;

posição da cabine.

Um monomotor pequeno e um grande avião de transporte resolvem problemas completamente diferentes.

Isso aparece claramente em suas formas.

Observe também os helicópteros

Os helicópteros trazem outra solução para o problema do voo.

Enquanto um avião depende do movimento relativo do ar sobre suas asas para produzir sustentação, o helicóptero utiliza seu sistema de rotores.

Para quem pratica aeromodelismo, observar essas diferenças em máquinas reais é particularmente interessante.

Reserve tempo para a visita

Esse não é o tipo de lugar que eu recomendaria visitar correndo.

Existem grandes aeronaves para observar, objetos históricos, salas e detalhes.

Se você gosta realmente de aviação, provavelmente vai querer parar várias vezes para fotografar e olhar com calma.

Para o modelista, leve uma câmera

Uma dica simples:

fotografe os detalhes.

Não faça apenas aquela fotografia geral diante do avião.

Aproxime-se das áreas permitidas e registre elementos que possam servir de referência posteriormente.

Um detalhe que parece irrelevante durante a visita pode ser exatamente aquilo que você precisará para terminar uma réplica meses depois.

Campo dos Afonsos torna a experiência ainda mais interessante

Existe algo especial em visitar um museu de aviação localizado em um ambiente historicamente relacionado à própria atividade aeronáutica.

Na experiência que relatei, essa sensação começava antes mesmo de entrar no hangar.

Primeiro os aeromodelos.

Depois as grandes aeronaves do lado externo.

Então o hangar.

Finalmente, todo o acervo.

A visita acaba formando uma espécie de sequência:

aeromodelismo → aeronaves reais → história → tecnologia.

Vale a pena visitar o Museu Aeroespacial?

Para quem gosta de aviação, sim.

Minha impressão da visita foi extremamente positiva.

A variedade de aeronaves era grande, havia objetos históricos, simuladores, uma área dedicada a Santos Dumont e aeronaves muito interessantes para fotografar e observar de perto.

E, para quem também gosta de aeromodelismo, a experiência se torna ainda mais interessante pela relação entre aquilo que construímos em escala e as máquinas reais preservadas no museu.

Uma visita que conecta história e modelismo

O modelismo muitas vezes começa com uma miniatura.

Construímos um avião pequeno.

Instalamos motor.

Colocamos servos.

Configuramos o rádio.

Fazemos o primeiro voo.

Mas aquele pequeno modelo está relacionado a mais de um século de desenvolvimento da aviação.

Visitar um lugar como o MUSAL permite fazer o caminho inverso.

Saímos dos nossos pequenos aeromodelos e ficamos diante das máquinas reais que inspiraram tantos deles.

E talvez seja justamente isso que torne a visita tão interessante para um modelista:

olhar para uma aeronave em tamanho real e começar imediatamente a imaginar como seria construir uma versão dela em escala.

Bem ao lado da pista de voo dos aeromodelos à combustão, você já verá belos grandes aviões. Inclusive o modelo abaixo que foi usado pelos presidentes até o ano de 2010, conforme placa ao lado do mesmo.

Antigo avião presidencial. Esse foi aposentado no ano de 2010.
Antigo avião presidencial. Esse foi aposentado no ano de 2010.

Em frente à área gramada onde os aeromodelos voam você pode ver um longo prédio pintado de branco. Esse é o hangar onde lá dentro funciona o museu. A entrada do museu é gratuita. Abaixo está a foto da entrada do museu com uma bela homenagem ao nosso pai da aviação – Santos Dumont.

Entrada do museu, também chamado de musal. Busto de Santos Dumont (pai da aviação) e ao fundo já imagens de seus aviões.
Entrada do museu, também chamado de musal. Busto de Santos Dumont (pai da aviação) e ao fundo já imagens de seus aviões.

Dentro do museu tem todos os tipos de avião. Monomotores, bimotor, jatos, helicópteros, enfim você irá tirar belas fotos ao lado de belas máquinas voadoras. As fotos são permitidas dentro do museu, só não é permitido passar além das faixas que protegem os aviões.

Um dos vários aviões presentes no Museu Aeroespacial.

No segundo andar tem algumas salas onde pode-se observar objetos da aviação, como kits de sobrevivência, facas, uniformes e vários outros. Uma das salas é dedicada à Santos Dumont. Nela pode-se encontrar recortes de jornais da época, maquetes, roupas pertencentes à Santos Dumont, detalhes da casa que ele construiu em Petrópolis e várias outras coisas. Abaixo você pode ver um livro que foi escrito por Santos Dumont em francês.

Livro escrito em francês por Santos Dumont em 1904. Traduzido no Brasil sob o nome 'Os meus balões'.
Livro escrito em francês por Santos Dumont em 1904. Traduzido no Brasil sob o nome ‘Os meus balões’.

Continuando a visita você vai encontrar muitos aviões. Eu arriscaria dizer que tem mais de 60 aeronaves. Abaixo um lindo jato modelo Jaguar. Existem alguns outros modelos de jato expostos no hangar.

Um dos vários caças presentes no Museu. Esse é um Jaguar.
Um dos vários caças presentes no Museu. Esse é um Jaguar.

Abaixo vocês podem ver a o simulador de voo de um Boeing 727-100 da extinta Varig. Existem outros simuladores na exposição.

Antigo simulador do Boeing 727-100.
Antigo simulador do Boeing 727-100.

Existe um avião militar onde pode-se entrar no mesmo e tirar várias fotos. Na exposição é o único onde a entrada na aeronave é permitida. Ainda falando da antiga Varig, lá no museu existe um avião Electra dessa companhia. Impressiona pelo  tamanho, a empresa que foi e o quanto ele fez parte da história principalmente da ponte-aérea RJ-SP.

Um antigo Electra da Varig. Esse já deve ter voado muito mesmo.
Um antigo Electra da Varig. Esse já deve ter voado muito mesmo.

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