Fazer um Doutorado Sanduíche no exterior com bolsa CAPES normalmente envolve meses de preparação: projeto, documentação, contato com a universidade, supervisor, passagem, moradia e organização da vida no país de destino.
Mas imprevistos acontecem.
Um problema de saúde, uma situação familiar grave, dificuldades acadêmicas ou questões institucionais podem fazer com que o bolsista considere interromper ou até desistir da bolsa antes do prazo previsto.
O material baseado na Portaria CAPES nº 289/2018 trata justamente dessas situações e destaca que interrupção e desistência podem envolver obrigações formais e consequências financeiras e administrativas.
Por isso, se surgir um problema durante seu Doutorado Sanduíche, existe uma regra fundamental:
não simplesmente abandone o projeto ou volte ao Brasil sem comunicar formalmente a situação.
Está planejando seu Doutorado Sanduíche no exterior?
Antes mesmo de chegar ao exterior, uma boa preparação pode reduzir muitos problemas durante a experiência.
Você precisa escolher adequadamente a instituição, encontrar um supervisor compatível com sua pesquisa, construir um projeto viável, organizar a documentação e planejar aquilo que realmente conseguirá realizar durante os meses fora.
No vídeo abaixo, apresento o curso Doutorado Sanduíche no Exterior – Método Baroni GP2E, criado para organizar esse caminho desde a candidatura até a experiência internacional.
Agora vamos entender o que fazer quando, mesmo com planejamento, alguma coisa acontece e você precisa interromper ou desistir da bolsa.
Qual a diferença entre interrupção e desistência da bolsa CAPES?
Embora possam parecer semelhantes, são situações diferentes.
Interrupção ocorre quando existe uma pausa temporária nas atividades, com intenção de retomá-las.
Desistência significa encerrar definitivamente a participação antes do prazo originalmente previsto.
O material-base apresenta exatamente essa distinção e ressalta que ambas as situações exigem comunicação à CAPES.
Essa diferença é importante porque uma dificuldade temporária nem sempre precisa significar o encerramento definitivo da experiência.
Quando uma interrupção pode ser necessária?
Imagine que você esteja no exterior e enfrente uma situação de saúde que impossibilite temporariamente a continuidade das atividades.
Talvez precise de algumas semanas ou meses para tratamento.
Nesse caso, você não necessariamente quer abandonar o Doutorado Sanduíche.
Você quer interromper temporariamente as atividades e retomá-las depois.
Outras situações também podem gerar necessidade semelhante:
problema familiar grave;
nascimento de filho;
problema institucional;
impossibilidade temporária de realizar determinada etapa da pesquisa.
O ponto central é que existe intenção de continuar.
E quando ocorre desistência?
Na desistência, você decide que não continuará aquela experiência.
Pode haver diferentes motivos.
Por exemplo:
problema pessoal;
questão familiar;
problema de saúde;
incompatibilidade acadêmica;
situação excepcional no país;
impossibilidade de continuar o projeto.
Nesse caso, o procedimento não é simplesmente comprar uma passagem e voltar ao Brasil.
A situação precisa ser formalizada.
Posso simplesmente voltar ao Brasil?
Esse é justamente um comportamento que deve ser evitado.
O material-base alerta que abandonar o programa, interromper as atividades sem autorização ou descumprir o plano pode gerar consequências como cancelamento da bolsa e obrigação de ressarcimento.
Se surgir um problema sério, comunique antes de tomar decisões definitivas, sempre que isso for possível.
O que devo fazer primeiro?
Se perceber que talvez precise interromper ou desistir, organize a situação.
Primeiro, converse com seu supervisor.
Depois, procure os canais institucionais aplicáveis.
Explique objetivamente:
o que aconteceu;
quando aconteceu;
como isso afeta sua pesquisa;
se a situação é temporária ou definitiva;
qual solução você está propondo.
Quanto mais clara estiver a situação, melhor.
Preciso comunicar a CAPES por escrito?
Segundo o material-base, sim.
A orientação apresentada é comunicar formalmente, apresentar justificativa e documentação e aguardar a análise antes de abandonar o projeto ou deixar o país, quando isso for possível.
Isso cria também um registro administrativo.
Não dependa apenas de uma conversa informal.
Meu supervisor pode resolver isso por mim?
O supervisor pode ajudar bastante.
Ele pode:
explicar a situação acadêmica;
fornecer uma declaração;
confirmar atividades realizadas;
apoiar determinada solução.
Mas ele não substitui os procedimentos da agência financiadora.
Seu supervisor estrangeiro não pode simplesmente dizer:
“Tudo bem, você pode voltar.”
e transformar isso automaticamente em autorização da CAPES.
Preciso avisar minha universidade brasileira?
Provavelmente você também deverá manter sua instituição de origem informada, especialmente porque continua vinculado ao programa de doutorado.
Além disso, podem existir regras próprias do seu programa de pós-graduação.
Lembre-se de que existem diferentes relações institucionais funcionando simultaneamente:
você e a CAPES;
você e sua universidade brasileira;
você e a universidade estrangeira.
Uma mudança importante pode afetar todas elas.
Posso ter que devolver a bolsa CAPES?
Sim.
O material-base apresenta a possibilidade de devolução total ou parcial dos valores quando ocorre desistência não justificada, abandono ou interrupção não autorizada.
Mas isso não significa que qualquer problema resulte automaticamente em devolução integral.
A situação concreta precisa ser analisada.
Vou devolver tudo o que recebi?
Não é possível afirmar isso de forma genérica.
O material utilizado como referência admite que, em determinadas situações excepcionais, a devolução pode ser dispensada ou ajustada proporcionalmente.
Por isso, documentação e comunicação são fundamentais.
Existe uma diferença enorme entre:
abandonar voluntariamente o programa sem explicação
e
ser obrigado a interromper as atividades por uma situação grave devidamente documentada.
Problema de saúde pode justificar a interrupção?
O material-base apresenta doença grave como exemplo de fator imprevisível e alheio à vontade do bolsista que pode ser considerado na análise.
Se isso acontecer, guarde toda a documentação.
Por exemplo:
atestado;
relatório médico;
exames;
recomendação de afastamento;
documentação hospitalar.
Não envie apenas uma mensagem dizendo que ficou doente.
Documente.
E problemas familiares?
Também podem existir situações familiares graves que inviabilizem temporária ou definitivamente a permanência.
O material-base menciona, por exemplo, falecimento de familiar próximo entre as circunstâncias excepcionais.
Novamente, cada caso precisa ser analisado.
O importante é não esconder a situação.
E se houver guerra, conflito ou risco no país?
O material-base também apresenta risco à integridade do bolsista, incluindo conflitos locais, como exemplo de circunstância excepcional.
Numa situação de segurança, naturalmente sua integridade vem primeiro.
Se houver emergência real, siga as orientações das autoridades e instituições envolvidas e comunique a situação assim que possível.
E se eu simplesmente não gostar da experiência?
Essa é uma situação diferente.
Talvez você não goste:
da cidade;
do clima;
da universidade;
da rotina;
do grupo;
da experiência de morar fora.
Isso pode ser emocionalmente difícil, mas não significa automaticamente uma justificativa para abandonar a bolsa sem consequências.
Antes de desistir, procure entender o problema.
Talvez exista solução.
Estou com dificuldade de adaptação. Devo desistir?
Não tome essa decisão nos primeiros dias.
É normal existir um período de adaptação.
Você está lidando simultaneamente com:
outro país;
outra universidade;
outra rotina;
outro idioma, muitas vezes;
distância da família.
As primeiras semanas podem ser difíceis.
Converse com seu supervisor e com pessoas próximas antes de transformar uma dificuldade inicial em decisão definitiva.
Meu supervisor não está me acompanhando. Posso desistir?
Antes de desistir, tente resolver institucionalmente.
Documente tentativas de contato.
Converse com o supervisor.
Procure o departamento.
Procure o setor internacional.
Informe seu orientador brasileiro.
Dependendo da situação, talvez exista uma solução que permita continuar a experiência.
A desistência deveria ser considerada depois de avaliar alternativas.
Meu projeto não está funcionando
Isso acontece em pesquisa.
Experimento falha.
Dados não aparecem.
Acesso a uma base é negado.
Participantes não respondem.
Equipamento quebra.
Nada disso significa automaticamente que o Doutorado Sanduíche fracassou.
Converse com os supervisores e veja se o plano pode ser adaptado.
Pesquisa não é execução mecânica de um cronograma.
Posso mudar o projeto em vez de desistir?
Talvez.
Se a mudança for compatível com os objetivos da bolsa e puder ser formalizada quando necessário, pode ser uma alternativa melhor.
Antes de encerrar a experiência, pergunte:
O problema está no projeto inteiro ou apenas em uma etapa?
Às vezes uma pequena mudança metodológica resolve aquilo que parecia um impasse.
Problemas financeiros justificam desistência?
Essa situação precisa ser analisada com bastante cuidado.
Se você percebe que o custo de vida está acima do esperado, primeiro revise seu orçamento.
Veja:
moradia;
alimentação;
transporte;
gastos variáveis;
reserva pessoal.
Se a situação realmente inviabilizar a permanência, comunique formalmente antes de simplesmente retornar.
Posso interromper e continuar recebendo a bolsa?
Não presuma que sim.
Se as atividades foram interrompidas, os pagamentos também podem ser afetados.
A situação precisa ser formalmente analisada.
Continue acompanhando os créditos e, se entrar algum valor inesperado depois da interrupção, não o utilize sem confirmar a que se refere.
Recebi uma parcela depois de desistir. Posso ficar com o dinheiro?
Não assuma que o valor é seu.
O material-base afirma que recursos não utilizados ou parcelas creditadas relacionadas ao período interrompido podem precisar ser devolvidos.
Se receber algum pagamento depois da interrupção, comunique e peça orientação.
Preciso prestar contas mesmo tendo desistido?
Sim.
O material-base é claro ao indicar que a obrigação de prestação de contas permanece mesmo em caso de interrupção ou desistência.
Isso pode envolver:
valores recebidos;
relatórios;
documentação das atividades realizadas;
recursos não utilizados.
Desistir não significa apagar tudo o que aconteceu antes.
Preciso apresentar relatório mesmo sem concluir o projeto?
O material fornecido prevê apresentação de relatórios parciais mesmo quando o projeto não foi concluído.
Isso faz sentido.
Talvez você tenha permanecido quatro meses no exterior antes da interrupção.
Durante esses quatro meses, atividades foram realizadas.
Documente:
o que foi feito;
quais resultados foram obtidos;
o que ficou pendente;
por que houve interrupção.
Guarde tudo antes de voltar
Se precisar encerrar sua experiência antecipadamente, não saia da universidade sem organizar os documentos.
Procure obter:
declaração da instituição;
registro do período realizado;
documentos do supervisor;
relatórios;
comprovantes necessários.
Depois que você estiver no Brasil, conseguir esses documentos pode ser mais difícil.
Não abandone a moradia de qualquer forma
A interrupção da bolsa não cancela automaticamente seu contrato de aluguel.
Verifique:
prazo de aviso;
caução;
contas;
vistoria;
entrega das chaves.
Você pode estar resolvendo um problema acadêmico e acabar criando outro financeiro.
Cancele serviços corretamente
Antes de voltar, verifique:
telefone;
internet;
energia;
transporte;
assinaturas;
seguro;
conta bancária, se aplicável.
Não presuma que tudo será cancelado automaticamente porque você deixou o país.
E o seguro-saúde?
Não cancele imediatamente antes de saber sua data efetiva de saída.
Você precisa permanecer coberto enquanto estiver no exterior.
Depois que a data estiver definida, verifique como encerrar ou ajustar a cobertura.
E a passagem de retorno?
Antes de comprar ou alterar passagem, verifique as orientações aplicáveis à sua situação.
Se houver uma emergência real, naturalmente talvez seja necessário agir rapidamente.
Mas, quando houver tempo, procure alinhar a mudança antes de assumir custos adicionais.
O que NÃO fazer em caso de desistência?
O material-base apresenta alguns comportamentos que devem ser evitados:
- abandonar o programa sem aviso;
- retornar ao Brasil sem comunicar;
- omitir o motivo;
- continuar recebendo e utilizando recursos depois da interrupção.
Essa lista resume boa parte do problema.
Não desapareça
Pode parecer estranho dizer isso, mas é importante.
Se você estiver passando por uma situação difícil, talvez sua primeira reação seja evitar mensagens, e-mails e burocracia.
Mas isso pode piorar o problema.
Mesmo que ainda não saiba exatamente o que fará, comunique:
“Estou enfrentando uma situação que pode afetar a continuidade da bolsa e preciso de orientação.”
Isso já inicia o registro formal.
Não invente uma justificativa melhor
Se a razão é pessoal, diga que é pessoal.
Se é médica, documente.
Se é acadêmica, explique.
Não transforme uma situação real em outra que pareça “mais aceitável”.
Uma informação falsa pode criar um problema muito maior do que a própria desistência.
Não continue recebendo em silêncio
Se as atividades terminaram e os pagamentos continuam, informe.
Não pense:
“Se depositaram, então posso gastar.”
Um pagamento administrativo equivocado pode ser cobrado depois.
Quanto antes identificar, mais simples será resolver.
Interrupção pode ser melhor que desistência?
Em algumas situações, sim.
Se o problema for temporário e existir possibilidade formal de pausa, talvez não seja necessário encerrar definitivamente a experiência.
Por exemplo, uma situação médica pode impedir atividades durante algumas semanas, mas permitir retorno posterior.
Por isso, antes de pedir desistência, pergunte se existe alternativa de interrupção temporária aplicável ao seu caso.
Não decida no auge de um problema
Se não houver uma emergência que exija ação imediata, dê algum tempo para analisar.
Converse com:
seu orientador no Brasil;
seu supervisor estrangeiro;
sua família;
sua universidade;
os responsáveis pela bolsa.
Talvez existam soluções que você ainda não percebeu.
Como escrever uma comunicação de interrupção?
Se precisar comunicar formalmente, seja objetivo.
Explique:
qual é sua bolsa;
qual é o período aprovado;
qual problema ocorreu;
quando começou;
como afeta suas atividades;
se pretende interromper temporariamente ou encerrar;
qual solução está solicitando.
Anexe a documentação relevante.
Evite mensagens emocionais demais
Você pode estar passando por uma situação realmente difícil.
Mas a comunicação administrativa precisa permitir que outra pessoa compreenda rapidamente o caso.
Em vez de escrever várias páginas sobre tudo o que aconteceu, organize:
fato → impacto → documentação → solicitação.
Isso facilita a análise.
Peça confirmação de recebimento
Depois de enviar uma solicitação importante, acompanhe.
Guarde:
e-mail enviado;
protocolo;
documentos anexados;
resposta recebida.
Se precisar comprovar posteriormente que informou a situação, terá o registro.
Espere uma resposta formal quando for possível
O material-base recomenda aguardar análise e resposta oficial antes de deixar o país ou abandonar o projeto, quando a situação permitir.
Isso é importante porque você precisa saber exatamente quais procedimentos seguir.
Talvez seja necessário:
devolver valores;
apresentar relatório;
enviar documento;
alterar passagem;
cumprir alguma etapa administrativa.
E se for uma emergência e eu precisar voltar imediatamente?
Emergências são diferentes de situações planejáveis.
Se houver risco à sua saúde, segurança ou uma situação familiar grave, talvez não seja possível aguardar todos os trâmites antes de agir.
Nesse caso, preserve sua segurança e comunique a situação formalmente assim que possível.
Guarde toda a documentação que demonstre o que aconteceu.
Uma desistência pode prejudicar futuras bolsas?
O material-base apresenta entre as possíveis consequências de uma interrupção não autorizada ou abandono o bloqueio relacionado a futuras bolsas e programas de fomento.
Isso reforça a importância de encerrar corretamente a situação.
Uma desistência devidamente comunicada e analisada é administrativamente muito diferente de simplesmente abandonar a bolsa.
Pode haver cobrança judicial?
O material fornecido alerta que determinadas irregularidades podem gerar cobrança dos valores recebidos.
Se houver uma cobrança formal, não ignore.
Mesmo que discorde:
responda;
apresente documentos;
explique a situação;
respeite os prazos.
Ignorar normalmente reduz suas possibilidades de resolver o problema administrativamente.
Como reduzir o risco de desistência antes mesmo de viajar?
Muitos problemas não podem ser previstos.
Mas outros podem.
Antes de escolher seu destino, pesquise:
custo de vida;
moradia;
idioma;
clima;
estrutura da universidade;
perfil do supervisor;
condições da cidade;
viabilidade do projeto.
Uma escolha feita apenas pelo prestígio da universidade pode ignorar fatores que afetarão sua vida durante meses.
Converse bastante com o supervisor antes de aceitar
Procure entender:
como serão as reuniões;
o que ele espera de você;
se estará presente durante seu período;
qual estrutura estará disponível;
como você participará do grupo.
Isso reduz o risco de chegar ao exterior e descobrir que a experiência é completamente diferente daquilo que imaginava.
Faça um projeto possível
Um projeto exageradamente ambicioso também pode gerar frustração.
Você não precisa resolver toda a tese durante o Doutorado Sanduíche.
Defina atividades compatíveis com o tempo disponível.
É melhor voltar com um objetivo importante concluído do que com dez atividades iniciadas e nenhuma terminada.
Faça planejamento financeiro realista
Não escolha moradia considerando que “depois você resolve”.
Não conte com renda extra que talvez não possa receber.
Não suponha que todas as despesas serão cobertas sem fazer contas.
Antes de viajar, estime:
aluguel;
alimentação;
transporte;
seguro;
custos iniciais;
reserva de emergência.
Problemas financeiros previsíveis podem ser reduzidos com planejamento.
Tenha uma rede de apoio
A experiência internacional pode ser academicamente excelente e emocionalmente difícil.
Mantenha contato com:
família;
amigos;
orientador;
colegas;
grupo de pesquisa.
Não espere chegar a um ponto de ruptura para pedir ajuda.
Checklist se você estiver pensando em interromper a bolsa
Antes de tomar uma decisão definitiva:
- Identifique exatamente o problema.
- Avalie se ele é temporário ou permanente.
- Converse com seu supervisor.
- Informe seu orientador no Brasil.
- Verifique se existe alternativa à desistência.
- Consulte as regras da bolsa.
- Comunique formalmente a CAPES.
- Reúna documentos comprobatórios.
- Não utilize valores recebidos indevidamente.
- Aguarde orientação quando a situação permitir.
- Organize sua prestação de contas.
- Guarde todas as comunicações.
- Só depois organize definitivamente seu retorno.
Essa sequência pode evitar que um problema pessoal ou acadêmico se transforme também em um problema administrativo.
Interromper não significa necessariamente fracassar
Essa talvez seja uma das partes mais importantes.
Uma situação excepcional pode obrigá-lo a mudar os planos.
Isso não apaga aquilo que você já desenvolveu.
Talvez você tenha:
coletado dados;
aprendido uma metodologia;
construído relações;
participado de pesquisas;
avançado na tese.
Se precisar encerrar antecipadamente, documente também aquilo que foi realizado.
Transparência faz diferença
O material-base resume a questão destacando que interrupção e desistência são possibilidades reconhecidas, mas exigem responsabilidade e comunicação formal.
Um imprevisto pode acontecer com qualquer bolsista.
A diferença está na forma como ele é administrado.
Não desapareça.
Não esconda.
Não continue recebendo recursos indevidos.
Comunique e documente.
Quer planejar seu Doutorado Sanduíche para reduzir problemas durante a experiência?
Se você está fazendo doutorado no Brasil e pretende desenvolver parte da sua pesquisa em uma instituição estrangeira, criei o curso Doutorado Sanduíche no Exterior – Método Baroni GP2E para ajudar a organizar esse processo.
O curso aborda definição dos objetivos, currículo, projeto de pesquisa, contato com professores, documentação, candidatura e preparação para a experiência internacional.
Um bom planejamento não consegue eliminar todos os imprevistos.
Mas pode reduzir bastante aqueles que surgem por escolha inadequada do destino, projeto pouco realista, falta de organização financeira ou desconhecimento dos procedimentos.
Conheça o curso Doutorado Sanduíche no Exterior – Método Baroni GP2E.