Aprender a pilotar um aeromodelo rádio controlado exige prática.
Pode parecer simples quando observamos alguém experiente voando. O avião decola, faz curvas, ganha altitude, retorna e pousa tranquilamente.
Quando pegamos o rádio pela primeira vez, entretanto, percebemos que existe uma grande diferença entre entender os comandos e conseguir utilizá-los corretamente enquanto o avião está voando.
Eu mesmo passei por esse processo.
E uma das minhas experiências terminou de uma maneira bastante ilustrativa:
com o aeromodelo de cara em uma árvore.
Foi resultado de um erro simples durante uma curva. Felizmente consegui recuperar o avião e os danos foram pequenos.
Aprender a voar exige prática
Não adianta comprar um aeromodelo e simplesmente tentar colocá-lo no ar sem qualquer preparação.
Existem vários comandos atuando sobre as superfícies de controle e, durante o voo, precisamos coordená-los rapidamente.
Dependendo do modelo, podemos controlar:
motor;
leme;
profundor;
ailerons.
Cada comando produz uma reação no avião.
O problema é que precisamos interpretar essas reações enquanto o modelo está se movimentando no espaço.
Uma coisa é entender o comando. Outra é reagir rapidamente
Em uma explicação teórica, é relativamente fácil.
Movemos determinado stick e sabemos o que deveria acontecer.
No voo real, tudo acontece ao mesmo tempo.
O avião está:
se deslocando;
mudando de altitude;
fazendo uma curva;
sendo afetado pelo vento;
aproximando-se ou afastando-se de nós.
E precisamos tomar decisões continuamente.
É justamente essa coordenação que leva algum tempo para ser desenvolvida.
O simulador ajuda muito
Uma das melhores ferramentas para quem está começando é o simulador de voo RC.
No artigo original, essa foi uma das principais recomendações que fiz: instalar um simulador no computador e treinar até se sentir mais seguro para realizar o primeiro voo.
A grande vantagem é óbvia.
No simulador podemos errar.
O avião pode:
estolar;
bater no chão;
atingir uma árvore virtual;
errar completamente o pouso.
Reiniciamos e tentamos novamente.
No aeromodelo real, cada erro pode significar um reparo.
O simulador não serve apenas para quem nunca voou
Mesmo depois do primeiro voo, vale continuar utilizando o simulador para aperfeiçoar a pilotagem.
Podemos praticar situações específicas:
decolagem;
voo nivelado;
curvas;
aproximação;
pouso.
Depois podemos começar a experimentar condições mais difíceis.
A ideia é transformar determinadas reações em algo cada vez mais automático.
Treine principalmente as curvas
Fazer o avião seguir em frente normalmente não é a parte mais difícil.
O problema aparece quando precisamos:
fazer uma curva;
manter altitude;
controlar a inclinação;
sair da curva na direção desejada.
Foi justamente um erro durante uma curva que provocou o acidente que registrei no vídeo deste artigo.
O grande problema: quando o avião está vindo em nossa direção
Esse é um dos pontos que mais confundem iniciantes.
Quando o avião está se afastando de nós, a orientação parece bastante natural.
Mas quando ele faz a curva e começa a retornar, nossa referência visual muda.
Imagine o aeromodelo vindo diretamente em sua direção.
A asa que aparece do seu lado direito corresponde ao lado esquerdo do avião.
É muito fácil fazer o comando errado.
Parece que esquerda e direita ficaram invertidas
Na realidade, os comandos do avião continuam exatamente iguais.
Quem mudou de perspectiva foi o piloto.
É parecido com observar uma pessoa de frente.
A mão direita dela aparece do nosso lado esquerdo.
No aeromodelismo, precisamos aprender a fazer essa transformação mental muito rapidamente.
E não temos muito tempo para pensar:
“qual é mesmo o lado correto?”
Quando o avião está próximo de um obstáculo, alguns segundos podem fazer toda a diferença.
O simulador é excelente para treinar essa orientação
Em vez de apenas ficar voando aleatoriamente no simulador, podemos criar exercícios.
Faça o avião se afastar.
Realize uma curva.
Faça-o retornar em sua direção.
Passe por você.
Faça outra curva.
Repita.
O objetivo é treinar até que corrigir a trajetória com o avião vindo em sua direção se torne natural.
Não basta saber decolar
É comum o iniciante concentrar muita atenção na decolagem.
Conseguir tirar o avião do chão parece ser o grande desafio.
Mas decolar é apenas o começo.
Depois precisamos:
manter o controle;
fazer curvas;
administrar a distância;
retornar;
alinhar;
pousar.
Um primeiro voo bem-sucedido não é aquele em que o avião simplesmente consegue sair do chão.
É aquele em que conseguimos completar todo o ciclo com segurança.
Mesmo treinando no simulador, o voo real é diferente
Esse ponto também apareceu claramente na minha experiência.
Mesmo depois de bastante treinamento, podemos não possuir ainda controle completo do avião real.
Isso acontece porque o simulador ajuda muito, mas não reproduz perfeitamente todas as condições.
No campo existem fatores como:
vento real;
luminosidade;
distância;
percepção de profundidade;
obstáculos;
nervosismo.
E existe um fator psicológico importante:
agora o avião pode quebrar.
O nervosismo muda nossa reação
No simulador, um erro custa alguns segundos.
No campo, sabemos que aquele aeromodelo:
custou dinheiro;
levou tempo para ser preparado;
pode quebrar.
Quando alguma coisa começa a sair errada, é muito fácil exagerar nos comandos.
O piloto percebe que o avião está inclinando e corrige demais.
Depois precisa corrigir para o outro lado.
E começa uma sequência de comandos cada vez maiores.
Evite comandar excessivamente
Um erro comum de quem está começando é movimentar muito os sticks.
O avião começa a sair da trajetória.
Aplicamos uma grande correção.
Agora ele passa para o outro lado.
Aplicamos outra grande correção.
O voo começa a parecer uma sequência de movimentos bruscos.
Na maioria das situações normais, comandos progressivos e antecipados facilitam bastante o controle.
Observe para onde o avião está indo
O iniciante tende a concentrar toda a atenção na atitude instantânea do modelo.
Mas também precisamos pensar na trajetória.
Pergunte continuamente:
para onde ele está indo?
qual será a posição dele daqui a alguns segundos?
há algum obstáculo nessa direção?
Esse tipo de antecipação reduz a necessidade de correções desesperadas.
E foi justamente uma árvore que apareceu no meu caminho
No meu caso, o terreno tinha árvores.
Durante o voo, errei o lado para o qual deveria fazer uma curva.
O resultado foi bastante direto:
o avião encontrou uma árvore.
Não foi uma falha sofisticada de eletrônica.
Não foi o motor.
Não foi o rádio.
Foi erro de pilotagem.
E esse tipo de erro faz parte do processo de aprendizagem.
O local escolhido para voar faz muita diferença
No artigo original, além da experiência do piloto, destaquei dois fatores que precisam ser considerados:
vento
e
terreno.
Um local cheio de árvores reduz enormemente nossa margem para errar.
Para alguém experiente, isso talvez seja administrável.
Para quem está começando, cada obstáculo acrescenta dificuldade.
Procure um espaço amplo
Para os primeiros voos, quanto maior a área livre disponível, melhor.
Queremos distância de:
árvores;
postes;
edificações;
veículos;
pessoas;
linhas elétricas.
Isso não significa que podemos voar em qualquer área vazia: também é necessário respeitar as regras aplicáveis ao local e à operação do aeromodelo.
Mas, do ponto de vista da aprendizagem, espaço livre significa margem para corrigir erros.
Distância dos obstáculos significa tempo para reagir
Imagine que você faça uma curva errada.
Se existe uma árvore a poucos metros, talvez não haja tempo suficiente para:
perceber o erro;
identificar o comando correto;
corrigir;
esperar o avião responder.
Em uma área ampla, o mesmo erro pode ser corrigido tranquilamente.
Portanto, o local de voo também participa do processo de aprendizagem.
O vento também muda completamente o voo
Um avião que parece tranquilo em condições calmas pode ficar muito mais difícil para um iniciante quando existe vento.
O vento pode modificar:
velocidade em relação ao solo;
trajetória;
aproximação;
comportamento durante curvas;
pouso.
Além disso, rajadas podem exigir correções rápidas.
Para os primeiros voos, condições mais tranquilas tornam o aprendizado muito mais fácil.
Não confunda velocidade no ar com velocidade em relação ao solo
Esse conceito ajuda a entender alguns comportamentos aparentemente estranhos.
Quando o avião voa contra o vento, pode parecer que está se deslocando lentamente quando observado do chão.
Quando retorna a favor do vento, pode parecer muito mais rápido.
Isso não significa necessariamente que devemos reduzir drasticamente o acelerador apenas porque visualmente ele parece estar correndo.
O avião precisa manter velocidade adequada em relação ao ar para continuar voando.
O iniciante precisa evitar deixar o avião muito longe
Quanto mais distante o aeromodelo fica, mais difícil é perceber sua orientação.
Em determinado momento enxergamos praticamente uma silhueta.
Fica difícil saber:
está vindo ou indo?
qual asa está mais baixa?
está subindo ou descendo?
Para quem ainda está desenvolvendo orientação espacial, isso pode criar rapidamente uma situação perigosa.
Mas também não devemos voar excessivamente perto
Muito perto significa que tudo acontece rapidamente diante do piloto.
O ideal é encontrar uma distância confortável em que seja possível:
enxergar claramente o avião
e
ter espaço para executar as manobras.
Com experiência, essa percepção melhora.
Altitude também pode proporcionar margem
Durante o aprendizado, alguma altitude pode oferecer tempo para recuperar determinados erros.
Muito próximo ao solo, uma pequena perda de controle pode terminar imediatamente em impacto.
Mas isso não significa subir indefinidamente.
Quanto mais alto e distante, menor visualmente fica o modelo.
Precisamos encontrar uma região confortável de voo.
Um modelo treinador facilita muito
Nem todos os aeromodelos possuem o mesmo comportamento.
Para aprender, modelos projetados para serem estáveis e previsíveis são normalmente muito mais adequados do que aviões rápidos ou extremamente acrobáticos.
Um bom treinador tende a proporcionar mais tempo para o piloto perceber e corrigir os erros.
Para quem está começando, isso vale muito mais do que velocidade.
Ajuste o aeromodelo antes do voo
Nem todo problema de pilotagem é realmente culpa do piloto.
Um avião mal ajustado pode exigir correções constantes.
Antes de voar, confira:
centro de gravidade;
superfícies de controle;
sentido dos comandos;
linkagens;
fixação da bateria;
asa;
hélice;
motorização;
sistema de rádio.
Aprender já é suficientemente difícil sem precisar lutar contra um avião mal configurado.
Confira o sentido de todos os comandos
Esse teste deve acontecer antes da decolagem.
Movimente cada stick e observe o avião.
Confira:
leme;
profundor;
ailerons, quando existirem;
motor.
Não verifique apenas se o servo se movimenta.
Confira se a superfície se movimenta no sentido correto.
Teste o rádio
Também é importante realizar o procedimento de verificação de alcance recomendado pelo fabricante do sistema de rádio.
Confira ainda:
bateria do transmissor;
bateria do modelo;
antena;
receptor;
conexões.
Uma falha de alimentação ou rádio durante o voo pode ser confundida com erro de pilotagem.
Não aprenda sozinho se puder contar com alguém experiente
Ter um aeromodelista experiente ao lado nos primeiros voos pode fazer uma diferença enorme.
Ele pode ajudar a:
verificar o modelo;
identificar condições inadequadas;
realizar a decolagem;
orientar durante o voo;
ajudar no pouso.
Quando existe a possibilidade de utilizar um sistema de rádio com função treinador/aluno, a aprendizagem pode se tornar ainda mais segura.
O primeiro objetivo não é fazer acrobacias
Existe uma sequência muito mais útil.
Primeiro:
mantenha o avião voando.
Depois:
aprenda a fazer curvas controladas.
Depois:
aprenda a manter altitude.
Depois:
aprenda a fazer circuitos previsíveis.
Depois:
treine aproximações e pousos.
As manobras mais sofisticadas podem esperar.
Crie um circuito mental
Em vez de voar sem direção, imagine um percurso simples.
Por exemplo, um circuito aproximadamente retangular.
Isso ajuda a organizar o voo.
Você passa a antecipar:
agora vou fazer a curva;
agora vou voar paralelo à pista;
agora vou retornar;
agora vou iniciar a aproximação.
O avião deixa de simplesmente “estar no ar” e passa a seguir uma trajetória planejada.
O pouso começa muito antes de tocar o chão
Quem está começando pode imaginar que pousar significa simplesmente reduzir o motor quando estiver próximo ao chão.
Na realidade, precisamos preparar:
posição;
direção;
altura;
velocidade;
aproximação.
Se chegamos à região de pouso completamente desalinhados, muito altos ou muito rápidos, o problema começou antes.
Por isso vale praticar aproximações repetidamente no simulador.
Se a aproximação ficou ruim, nem sempre precisamos insistir
Dependendo das condições, do modelo e da energia disponível, pode ser melhor interromper uma aproximação inadequada e preparar outra do que tentar salvar um pouso ruim a qualquer custo.
Esse tipo de decisão também se desenvolve com experiência.
E quando o avião cai?
Mais cedo ou mais tarde, muitos modelistas acabam experimentando alguma queda.
Eu já tive algumas justamente por falta de habilidade durante o aprendizado.
A primeira reação pode ser:
“acabou o avião.”
Mas nem sempre.
Dependendo do material e da intensidade do impacto, o reparo pode ser relativamente simples.
Aeromodelos de espuma podem ser bastante reparáveis
Na experiência que relatei, apesar de o avião ter atingido a árvore, consegui recuperá-lo e as avarias foram pequenas.
Uma vantagem de muitos aeromodelos construídos em materiais de espuma é justamente a possibilidade de realizar reparos relativamente simples.
Dependendo do dano, o avião pode voltar a voar rapidamente.
Modelos de balsa podem exigir reparos mais trabalhosos
Estruturas de balsa funcionam de maneira diferente.
Uma queda pode quebrar:
nervuras;
longarinas;
fuselagem;
entelagem.
No artigo original, destaquei justamente essa diferença: determinados danos em modelos de espuma podem ser relativamente fáceis de reparar, enquanto uma estrutura de balsa pode sofrer avarias muito mais trabalhosas ou severas.
Depois de uma queda, não ligue simplesmente o avião novamente
Mesmo quando externamente parece estar tudo bem, faça uma inspeção.
Verifique:
hélice;
motor;
eixo;
ESC;
bateria;
servos;
linkagens;
receptor;
estrutura.
Uma peça parcialmente quebrada pode falhar durante o voo seguinte.
Dê atenção especial à bateria
Se o impacto foi forte, examine cuidadosamente a bateria.
No caso de uma LiPo, não continue utilizando normalmente uma bateria que apresente sinais de:
perfuração;
deformação;
inchaço;
danos nos cabos.
Baterias de lítio danificadas exigem cuidado especial.
Confira os servos depois do impacto
Uma superfície pode parecer intacta, mas um servo ou engrenagem interna pode ter sido danificado.
Movimente lentamente os comandos.
Observe se existe:
travamento;
ruído diferente;
folga excessiva;
movimento irregular.
Também confira horns e linkagens.
Aprenda com a queda
Uma queda não precisa significar apenas prejuízo.
Pergunte:
o que aconteceu?
No meu caso, a causa foi clara:
errei o lado da curva e havia uma árvore na trajetória.
Isso gera duas aprendizagens diferentes.
A primeira é de pilotagem:
preciso melhorar minha orientação durante as curvas.
A segunda é sobre o ambiente:
um local com árvores oferece pouca margem para esse tipo de erro.
É assim que a experiência vai sendo construída.
Não coloque automaticamente a culpa no equipamento
Quando um avião cai, é tentador pensar:
“o rádio falhou.”
“o servo travou.”
“deu interferência.”
Às vezes realmente existe uma falha técnica.
Mas também precisamos considerar a possibilidade de erro de pilotagem.
Identificar corretamente a causa é importante para não repetir o problema.
Da mesma forma, nem toda queda é erro do piloto
O raciocínio também funciona no sentido contrário.
Se algo estranho aconteceu, examine o equipamento.
Pode existir:
linkagem solta;
servo defeituoso;
bateria descarregada;
falha estrutural;
problema de alimentação.
A melhor abordagem é tentar entender o que aconteceu com base nos sinais disponíveis.
Grave seus voos
Se possível, gravar o voo pode ajudar bastante.
O vídeo permite rever uma situação que aconteceu em poucos segundos.
Podemos observar:
trajetória;
momento da perda de controle;
posição do avião;
reação do piloto.
Foi justamente uma dessas situações que ficou registada no vídeo deste artigo: o voo e o encontro inesperado do meu avião com uma árvore.
Cair faz parte, mas podemos reduzir muito as quedas
Não precisamos tratar acidentes como algo inevitável em todo voo.
Podemos reduzir bastante o risco com:
simulador;
modelo adequado;
local apropriado;
condições meteorológicas favoráveis;
checagem do equipamento;
ajuda de alguém experiente;
progressão gradual.
O objetivo é aprender com o menor número possível de modelos destruídos pelo caminho.
Uma sequência interessante para quem está começando
Uma forma simples de organizar o aprendizado é pensar nesta progressão:
1. Aprender os comandos no solo
2. Treinar bastante no simulador
3. Treinar o avião indo e voltando
4. Praticar curvas para os dois lados
5. Praticar circuitos
6. Treinar aproximações
7. Treinar pousos
8. Fazer os primeiros voos reais em condições favoráveis
9. Continuar utilizando o simulador
Essa última etapa é importante.
O simulador não precisa ser abandonado depois que conseguimos realizar nosso primeiro voo.
A habilidade vem com repetição
No começo precisamos pensar em cada comando.
Depois, aos poucos, algumas respostas se tornam automáticas.
É semelhante a aprender a dirigir.
Um motorista experiente não precisa raciocinar conscientemente sobre cada pequeno movimento do volante.
No aeromodelismo acontece algo parecido.
A prática cria familiaridade.
E os erros acabam virando histórias
Na hora, ver um aeromodelo indo diretamente para uma árvore não tem muita graça.
Depois, quando recuperamos o avião e percebemos que o estrago foi pequeno, a situação acaba se transformando em mais uma história do hobby.
Foi exatamente o que aconteceu comigo.
Errei o lado da curva, encontrei uma árvore no caminho, consegui recuperar o modelo e felizmente as avarias foram pequenas.
Mais importante do que a queda foi entender o motivo dela.
Veja no vídeo o voo e a queda do aeromodelo
No vídeo da página é possível acompanhar justamente essa experiência: um voo durante meu processo de aprendizagem que termina com o avião atingindo uma árvore.
É um exemplo bastante real de algo que todo iniciante precisa compreender:
o simulador ajuda demais, mas a experiência no voo real precisa ser construída gradualmente.
Vento, terreno, obstáculos e principalmente nossa capacidade de interpretar rapidamente a orientação do avião fazem uma enorme diferença.
E cada voo acrescenta um pouco dessa experiência.
Quer entender melhor seu aeromodelo e os sistemas de rádio controle?
Aprender a pilotar é uma parte do aeromodelismo.
A outra é compreender o equipamento que estamos colocando no ar.
Quando entendemos:
receptor;
servos;
ESC;
BEC;
motor;
bateria;
ligações elétricas;
superfícies de controle,
fica muito mais fácil preparar o modelo, identificar problemas e fazer nossas próprias adaptações.
A proposta é aprender a compreender, montar, configurar e diagnosticar os sistemas utilizados nos modelos rádio controlados, desenvolvendo conhecimento para ir além de simplesmente comprar um modelo pronto e colocá-lo para funcionar.