Onde navegar com barcos de controle remoto? As tardes no Colégio Militar do Rio de Janeiro

Quem tem um barco de controle remoto acaba se deparando com uma questão importante: onde navegar?

Construir, ajustar e preparar o barco faz parte do nautimodelismo, mas chega o momento em que precisamos colocá-lo efetivamente na água. Dependendo de onde moramos, encontrar um local adequado nem sempre é tão simples.

Algumas pessoas têm acesso a lagos e lagoas, enquanto outras precisam procurar alternativas. Durante algum tempo, uma dessas alternativas para nós foi a piscina do Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde tive a oportunidade de passar várias tardes navegando e fazendo experiências com meus barcos.

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Lago, lagoa, mar ou piscina?

Lagos e lagoas podem ser excelentes lugares para o nautimodelismo, principalmente quando oferecem uma área relativamente tranquila e segura para operar o modelo.

Mas existem algumas questões que precisam ser consideradas.

Uma delas é a água salgada. Alguns nautimodelistas preferem evitá-la porque ela exige cuidados adicionais com componentes metálicos, conexões e outras partes do modelo.

No mar aparece ainda outro fator: as ondas. Dependendo do tamanho e das características do barco, navegar em uma água mais agitada pode ser bem diferente de utilizar uma piscina ou lago de águas calmas.

Por isso, uma piscina grande pode ser uma alternativa muito interessante para determinados modelos.

Piscinas também podem ser usadas para o nautimodelismo

É claro que não podemos simplesmente chegar a qualquer piscina e colocar um barco de controle remoto na água. É necessário ter autorização do responsável pelo local e observar as regras de utilização.

Mas, quando existe essa possibilidade, uma piscina oferece algumas vantagens.

A água é relativamente previsível, normalmente não há correnteza ou ondas significativas e podemos acompanhar o modelo de perto. Isso facilita tanto a navegação quanto a realização de testes.

Também pode ser um ambiente interessante para verificar o comportamento de um barco recém-construído antes de levá-lo para uma área de navegação maior.

Barcos elétricos são especialmente adequados

Em ambientes como piscinas, os barcos com propulsão elétrica apresentam uma vantagem importante.

Motores a combustão utilizam combustível e podem produzir resíduos incompatíveis com esse tipo de ambiente. Em uma piscina, portanto, o uso de modelos elétricos é muito mais apropriado.

Além disso, os sistemas elétricos atuais permitem construir barcos bastante interessantes utilizando motor, controlador eletrônico de velocidade, bateria e sistema de radiocontrole.

O tamanho reduzido dos componentes também facilita a construção de modelos menores.

As tardes no Colégio Militar do Rio de Janeiro

Uma das piscinas que utilizamos durante algum tempo para praticar o hobby foi a do Colégio Militar do Rio de Janeiro.

Foram várias tardes navegando naquele espaço e, naturalmente, aproveitei para fazer algumas filmagens.

Mais tarde deixamos de ter acesso ao local, mas ficaram os registros daqueles momentos.

Navegar também é testar o barco

Colocar o barco na água não serve apenas para diversão. É também uma etapa importante do projeto.

É durante a navegação que conseguimos observar como todas as partes trabalham em conjunto.

Podemos perceber, por exemplo, se o barco está equilibrado, se responde adequadamente ao leme, se o sistema de propulsão está entregando o desempenho esperado e se existe alguma entrada de água no casco.

Depois de alguns minutos de funcionamento, também podemos verificar a temperatura do motor, do ESC e da bateria.

Muitas vezes, um problema que não aparece durante os testes de bancada se torna evidente somente quando o modelo está realmente navegando.

A importância dos testes antes de navegar

Antes de colocar uma embarcação de controle remoto na água, gosto de verificar o funcionamento do conjunto.

O sistema de rádio merece atenção especial. É importante confirmar se transmissor, receptor e servo estão respondendo corretamente e se o leme movimenta-se para o lado esperado.

Também devemos observar as conexões elétricas, a fixação da bateria e dos demais componentes e o funcionamento da propulsão.

Outro ponto importante é verificar o casco e as regiões por onde passam elementos como o eixo do hélice.

Afinal, é muito melhor descobrir um problema antes de o barco estar no meio da piscina ou de um lago.

Colocando uma câmera a bordo

Uma experiência que torna o nautimodelismo ainda mais interessante é instalar uma câmera no próprio barco.

Fiz isso durante algumas das navegações no Colégio Militar.

A perspectiva muda completamente. Em vez de observarmos o barco apenas da margem, podemos acompanhar a navegação como se estivéssemos a bordo da pequena embarcação.

É uma experiência simples, mas o resultado é muito divertido.

Também é uma maneira de registrar o comportamento do modelo na água e rever posteriormente determinados momentos da navegação.

Alguns registros das navegações no Colégio Militar

Separei abaixo alguns vídeos feitos em diferentes momentos em que navegamos na piscina do Colégio Militar do Rio de Janeiro.

O nautimodelismo vai muito além de navegar

Uma das coisas que mais gosto no nautimodelismo é que o hobby reúne várias áreas diferentes.

Há a construção do casco, a mecânica do eixo e do hélice, a escolha do motor, a bateria, o controlador de velocidade, o rádio, o receptor e o servo.

Depois vem a integração de tudo isso.

E finalmente chega a água, onde descobrimos se aquilo que funcionava perfeitamente na bancada também funciona como esperávamos durante a navegação.

Esse ciclo de construir, testar, observar, corrigir e testar novamente é justamente uma das partes mais interessantes do hobby.

Além disso, quanto mais entendemos sobre elétrica e eletrônica, maior é nossa liberdade para escolher componentes, fazer modificações e desenvolver nossas próprias soluções.

Se você gosta de colocar a mão na massa no aeromodelismo ou nautimodelismo, conheça também o Método 7H RC.

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