Como ligar receptor, ESC, servo e motor em um aeromodelo

Quando começamos no aeromodelismo elétrico, uma das primeiras dificuldades é entender como todos os componentes devem ser conectados.

Temos:

bateria;

ESC;

motor;

receptor;

servos;

rádio transmissor.

Quando olhamos tudo separado, aquela quantidade de fios e conectores pode parecer complicada. Mas existe uma lógica bastante simples por trás dessas ligações.

E o mais interessante é que praticamente o mesmo princípio pode ser encontrado em aviões, barcos e carros de controle remoto.

Quais são os componentes básicos?

Em um aeromodelo elétrico precisamos basicamente de quatro elementos na parte de potência e controle:

motor → produz o movimento;

ESC → controla a velocidade do motor;

receptor → recebe os comandos enviados pelo rádio;

servos → movimentam as superfícies de controle.

Além disso, evidentemente precisamos de uma bateria para fornecer energia ao sistema.

Podemos representar de maneira bastante simplificada:

Bateria → ESC → Motor

e:

ESC → Receptor → Servos

Enquanto isso, pelo ar:

Transmissor → Receptor

Entendendo esses blocos, fica muito mais fácil descobrir onde cada fio deve ser conectado.

O que faz o receptor?

O receptor é o componente responsável por receber os comandos enviados pelo transmissor.

Quando movimentamos um stick do rádio, essa informação é transmitida para o modelo.

O receptor interpreta o comando e disponibiliza o sinal no canal correspondente.

Por exemplo:

stick do profundor → receptor → servo do profundor

ou:

stick do acelerador → receptor → ESC → motor.

Antes da utilização, transmissor e receptor precisam estar corretamente associados através do processo conhecido como bind.

O receptor possui vários canais

Normalmente encontramos no receptor indicações como:

CH1

CH2

CH3

CH4

e assim por diante.

Cada canal pode controlar uma determinada função.

Dependendo do rádio e da configuração utilizada, podemos ter canais destinados a:

ailerons;

profundor;

acelerador;

leme;

flaps;

trem de pouso;

funções auxiliares.

A ordem exata dos canais não deve ser considerada universal, pois pode variar conforme o sistema de rádio e sua programação.

Cada canal possui três conexões

Ao observar o receptor, normalmente encontramos três pinos para cada canal.

Eles correspondem a:

sinal;

positivo;

negativo ou GND.

Isso explica por que o conector de um servo possui três fios.

Um deles leva o sinal de comando.

Os outros dois fornecem alimentação elétrica.

Conceitualmente:

Sinal → informa ao servo o que fazer

Positivo → fornece alimentação

GND → completa o circuito de alimentação.

Não confie apenas na cor dos fios

É comum encontrarmos fios com determinadas cores para representar sinal, positivo e negativo.

Mas o mais seguro é observar as indicações do receptor e do equipamento.

Fabricantes diferentes podem utilizar combinações de cores diferentes.

Portanto, antes de conectar:

confira a posição do positivo;

confira o negativo;

confira o sinal.

Uma conexão invertida pode impedir o funcionamento e, dependendo do equipamento, causar danos.

O que faz o servo?

O servo transforma o comando elétrico recebido do receptor em movimento mecânico.

No aeromodelo podemos utilizar um servo para movimentar:

leme;

profundor;

ailerons;

flaps.

Movimentamos o stick.

O receptor recebe a informação.

O sinal chega ao servo.

O braço do servo se desloca.

A linkagem transmite esse movimento para a superfície de controle.

O servo é conectado diretamente ao receptor

O conector do servo normalmente entra diretamente no canal correspondente do receptor.

Temos:

Receptor → Servo

Os três fios transportam:

alimentação positiva;

GND;

sinal.

Por isso, não precisamos normalmente de uma bateria individual para cada servo.

Os servos recebem alimentação através do próprio barramento do receptor.

Mas quem alimenta o receptor?

Essa é uma pergunta importante.

Em muitos modelos elétricos, quem fornece essa alimentação é o próprio ESC, através de um circuito chamado BEC.

No artigo original, mostro justamente essa configuração bastante comum: o ESC controla a velocidade do motor e possui internamente um BEC capaz de fornecer a alimentação necessária ao circuito do receptor.

O que é ESC?

ESC significa:

Electronic Speed Controller

ou:

Controlador Eletrônico de Velocidade.

Sua principal função é controlar o motor elétrico.

Quando movimentamos o acelerador no transmissor:

Transmissor

Receptor

ESC

Motor

O ESC recebe o comando e controla a potência entregue ao motor.

O ESC possui diferentes conjuntos de fios

Quando olhamos um ESC, podemos encontrar vários fios saindo dele.

Isso costuma confundir quem está começando.

Mas basta separar esses fios por função.

Temos normalmente:

fios para a bateria;

fios para o motor;

cabo para o receptor.

Cada grupo possui uma função completamente diferente.

Os fios mais grossos normalmente conduzem maior corrente

O motor pode consumir uma corrente considerável.

Por isso, as conexões entre:

bateria → ESC

e:

ESC → motor

normalmente utilizam fios mais grossos.

Já o pequeno cabo que vai ao receptor trabalha com a parte de controle e alimentação do sistema de rádio.

Essa diferença física ajuda bastante a identificar os grupos de conexões.

A bateria é ligada ao ESC

Em um modelo elétrico, a bateria principal normalmente é conectada à entrada de alimentação do ESC.

No artigo original menciono o uso comum de baterias LiPo, embora outros tipos de bateria também possam ser encontrados. O tipo de bateria não altera a lógica básica das ligações mostradas.

Temos:

Bateria → ESC

A partir daí, o ESC utiliza essa energia para controlar o motor e, quando possui BEC integrado, também pode fornecer alimentação ao sistema de rádio.

Cuidado com a polaridade da bateria

Na conexão da bateria temos:

positivo

e

negativo.

Essa polaridade precisa ser respeitada.

Antes de conectar uma bateria pela primeira vez, confira:

polaridade do conector;

compatibilidade do ESC;

tensão da bateria;

condições da fiação.

Não faça adaptações apenas porque dois conectores fisicamente conseguem ser unidos.

O que é BEC?

BEC significa:

Battery Eliminator Circuit.

É um circuito utilizado para fornecer uma tensão adequada ao receptor e aos servos a partir da alimentação principal do modelo.

No sistema descrito no artigo, o BEC presente no ESC fornece 5 V para o circuito do receptor.

Assim podemos ter:

Bateria

ESC

BEC interno

Receptor

Servos

Isso evita a necessidade de utilizar uma segunda bateria apenas para alimentar o receptor.

O cabo do ESC ligado ao receptor possui mais de uma função

Esse ponto é muito importante.

O pequeno cabo do ESC conectado ao receptor transporta o sinal de controle do acelerador.

Quando o ESC possui BEC interno, esse mesmo conjunto de fios também pode fornecer alimentação ao receptor.

Portanto, temos funções diferentes acontecendo naquele conector:

receptor → sinal → ESC

e:

BEC do ESC → alimentação → receptor.

Parece estranho porque a informação vai em uma direção e a energia em outra

Fisicamente utilizamos um único conjunto de fios, mas podemos imaginar dois processos.

O receptor diz ao ESC:

“acelere.”

Enquanto o ESC, através do BEC, fornece ao receptor:

energia elétrica.

Essa é uma ótima maneira de entender por que aquele pequeno conector é tão importante.

Onde ligar o ESC no receptor?

O conector de controle do ESC deve ser conectado ao canal destinado ao acelerador.

Dependendo do rádio, esse canal pode possuir uma numeração específica.

Não é recomendável assumir que será sempre o mesmo número em todos os sistemas.

Confira:

manual do rádio;

identificação do receptor;

configuração do modelo.

E o motor?

O motor é conectado à saída de potência do ESC.

Aqui aparece uma diferença importante entre dois tipos de motores:

motor escovado — brushed

e

motor sem escovas — brushless.

O artigo original chama justamente a atenção para essa diferença.

Motor escovado possui dois fios

Um motor DC escovado convencional possui normalmente:

2 fios.

Temos então:

ESC brushed → 2 fios → motor brushed.

O ESC controla a tensão/corrente aplicada ao motor para controlar seu funcionamento.

A polaridade também influencia o sentido de rotação.

Motor brushless possui três fios

Já o motor brushless possui:

3 fios.

No artigo original essa é uma das diferenças utilizadas para explicar visualmente os dois sistemas.

Temos:

ESC brushless

3 fios

Motor brushless

Esses três fios estão relacionados ao acionamento das fases do motor.

Não ligamos um motor brushless diretamente à bateria

Um motor brushless precisa do ESC apropriado para produzir a sequência eletrônica necessária ao seu funcionamento.

Portanto:

Bateria → ESC brushless → Motor brushless

e não:

Bateria → Motor brushless.

O ESC é parte essencial do sistema.

E se o motor brushless girar para o lado errado?

Essa é uma situação muito comum.

Você monta tudo.

Liga o sistema.

O motor funciona perfeitamente.

Mas gira no sentido contrário ao desejado.

Em muitos sistemas brushless, a solução é simples:

trocar entre si dois dos três fios que ligam o ESC ao motor.

Por exemplo, se temos:

A → A

B → B

C → C

podemos trocar dois:

A → B

B → A

C → C

e o sentido de rotação é invertido.

Não é necessário inverter os fios da bateria para fazer isso.

Nunca inverta a polaridade da bateria para inverter o motor brushless

Essa diferença é fundamental.

Em um motor escovado simples, inverter a polaridade aplicada ao motor pode inverter sua rotação.

No sistema brushless, não devemos inverter a bateria no ESC para tentar obter esse resultado.

A entrada do ESC possui polaridade definida.

Invertê-la pode danificar seriamente o equipamento.

Para mudar o sentido do motor brushless, alteramos duas das três conexões entre ESC e motor, quando o controlador permitir esse procedimento.

Como fica a ligação completa?

Podemos visualizar assim:

BATERIA

ESC

↙︎     ↘︎

RECEPTOR  MOTOR

SERVOS

Enquanto isso:

TRANSMISSOR

sinal de rádio

RECEPTOR

Essa é a estrutura básica apresentada no artigo original para compreender a disposição dos componentes.

O caminho da energia e o caminho dos comandos são diferentes

Essa distinção ajuda muito.

Caminho principal da energia

Bateria → ESC → Motor

Alimentação do rádio, quando existe BEC no ESC

Bateria → ESC/BEC → Receptor → Servos

Caminho dos comandos

Transmissor → Receptor → Servo

e:

Transmissor → Receptor → ESC → Motor

Quando separamos mentalmente esses caminhos, aquela quantidade de fios começa a fazer sentido.

O receptor distribui alimentação para os servos

Em muitos receptores, os pinos positivos dos canais fazem parte de um barramento comum.

Os negativos também.

Isso significa que a alimentação fornecida pelo BEC chega ao receptor e pode ser distribuída aos servos.

Por isso podemos conectar vários servos ao mesmo receptor.

Mas existe uma limitação importante.

O BEC precisa suportar a corrente dos servos

Não basta dizer:

“Meu BEC fornece 5 V.”

Precisamos saber também:

quanta corrente ele consegue fornecer?

Um receptor pode consumir relativamente pouco.

Mas vários servos trabalhando simultaneamente podem exigir uma corrente considerável.

Especialmente quando estão sob carga.

Servo parado não significa consumo zero

Mesmo um servo mantendo determinada posição pode precisar produzir torque.

Se uma superfície aerodinâmica estiver exercendo força sobre ele, o servo trabalhará para manter aquela posição.

Quanto maior a força necessária, maior pode ser o consumo.

Por isso, dimensionar a alimentação considerando apenas o receptor não é suficiente.

Um servo travado pode causar problemas

Imagine uma linkagem mal montada impedindo o servo de chegar à posição comandada.

O servo continua tentando se mover.

A corrente pode aumentar bastante.

Isso pode provocar:

aquecimento;

queda de tensão;

sobrecarga do BEC;

reinicialização do receptor.

Em um aeromodelo, perder temporariamente a alimentação do receptor é uma situação extremamente perigosa.

Teste as superfícies manualmente antes de energizar

Antes de ligar os servos, verifique se:

ailerons movimentam livremente;

leme não está preso;

profundor não apresenta esforço excessivo;

linkagens estão corretamente instaladas.

O servo não deve precisar lutar contra uma montagem mecânica travada.

A posição dos conectores no receptor precisa ser respeitada

Os conectores de servo normalmente possuem três fios.

Ao inserir no receptor, confira a orientação.

Todos os conectores devem respeitar a disposição:

sinal

positivo

negativo.

Se você observar que todos os fios de sinal estão alinhados em uma determinada lateral do receptor, isso ajuda visualmente a conferir a instalação.

Mas sempre confirme as marcações do equipamento.

Não force o conector

Alguns conectores possuem encaixe polarizado.

Outros permitem fisicamente que sejam colocados de maneira invertida.

Se estiver difícil de encaixar, pare e confira.

Forçar um conector pode:

entortar pinos;

danificar o plástico;

provocar uma ligação incorreta.

Faça o bind antes dos testes de comando

O artigo original considera que o receptor já teve seu bind, ou sincronismo, estabelecido com o transmissor antes da ligação e dos testes.

Sem essa associação, o receptor não responderá normalmente aos comandos do rádio.

Se tudo está ligado corretamente, mas nenhum comando funciona, o bind é uma das primeiras coisas a verificar.

Faça os primeiros testes sem hélice

Essa é uma das práticas mais importantes ao trabalhar com aeromodelos elétricos.

Durante a configuração do rádio, retire a hélice sempre que ela não for necessária ao teste.

Você pode:

ligar um canal errado;

inverter o acelerador;

acionar um stick;

reiniciar o rádio;

alterar uma configuração.

E o motor pode partir inesperadamente.

Um motor elétrico pode arrancar instantaneamente

Diferentemente de muitos motores a combustão, o motor elétrico pode produzir torque praticamente imediatamente.

Você conecta a bateria.

O ESC inicializa.

Um comando inesperado aparece.

O motor gira.

Com uma hélice instalada, isso pode causar ferimentos graves.

Por isso, durante a configuração:

motor sem hélice é muito mais seguro.

Ligue o transmissor antes de energizar o modelo

Como procedimento geral de segurança no rádio controle, normalmente deixamos o transmissor corretamente configurado e ligado antes de energizar o sistema do modelo, seguindo também as instruções específicas do fabricante.

Isso reduz a possibilidade de o receptor inicializar sem a condição de comando esperada.

Antes de conectar a bateria:

selecione o modelo correto;

confira o acelerador;

confira as chaves;

ligue o transmissor.

Depois energize o modelo.

O acelerador merece atenção especial

Antes de conectar a bateria ao ESC, verifique:

stick do acelerador na posição correta;

trim conforme recomendado;

chaves de segurança, quando existentes;

modelo correto selecionado no rádio.

Um erro nesse canal pode fazer o motor iniciar inesperadamente.

Depois teste cada servo individualmente

Com a hélice removida, movimente os comandos.

Confira:

aileron para direita → superfície responde corretamente?

aileron para esquerda → correto?

profundor → direção correta?

leme → direção correta?

Não basta verificar se o servo se movimenta.

Precisamos verificar para qual lado ele movimenta a superfície.

Um servo funcionando ao contrário pode derrubar o aeromodelo

Imagine puxar o stick para fazer o avião subir.

Se o profundor estiver invertido, o comando produzirá o efeito contrário.

O sistema elétrico estará funcionando perfeitamente.

O problema será a direção do comando.

Por isso, antes do primeiro voo, confira fisicamente cada superfície.

Utilize a função reverse quando necessário

Rádios programáveis normalmente permitem inverter o sentido de um canal.

Se determinada superfície está respondendo ao contrário, podemos utilizar a função de reversão quando essa for a correção apropriada.

Depois faça novamente o teste completo.

Nunca confie apenas na memória.

Observe a superfície se movimentando.

Centralize os servos antes de montar os braços

Uma prática útil durante a montagem é colocar:

stick centralizado;

trim centralizado;

subtrim conforme necessário.

Depois deixe o servo assumir sua posição neutra.

Só então instalamos o braço e ajustamos mecanicamente a linkagem.

Isso evita tentar corrigir mecanicamente um servo que já estava eletronicamente fora da posição desejada.

O ESC também pode precisar de calibração

Alguns controladores precisam aprender os limites do comando de acelerador.

O procedimento varia conforme o fabricante.

Pode envolver:

acelerador máximo;

energização;

tons de confirmação;

acelerador mínimo.

Não existe uma sequência universal.

Consulte sempre o manual específico do ESC.

Os sons do ESC geralmente vêm do motor

Uma curiosidade interessante é que muitos ESCs utilizam o próprio motor brushless para produzir os famosos:

bips

durante a inicialização e programação.

O controlador excita os enrolamentos do motor de maneira que eles produzam vibrações audíveis.

Por isso podemos ouvir sequências sonoras indicando:

inicialização;

número de células;

programação;

confirmações.

E se o ESC não possuir BEC?

Nem todos os ESCs fornecem alimentação ao receptor.

Existem controladores chamados frequentemente de OPTO, por exemplo, em que precisamos analisar a alimentação do sistema separadamente.

Nesse caso, podemos utilizar um:

BEC externo;

UBEC;

SBEC;

ou outro sistema de alimentação apropriado.

O importante é não assumir que todo ESC possui uma saída de alimentação para o receptor.

Cuidado ao utilizar duas fontes de alimentação no mesmo receptor

Se existe um BEC interno no ESC e você pretende utilizar outro sistema de alimentação, é necessário verificar a configuração correta.

Não devemos simplesmente conectar duas saídas de alimentação em paralelo sem saber se foram projetadas para isso.

Dependendo da instalação, pode ser necessário isolar a linha positiva de uma das fontes.

Esse tipo de modificação deve seguir as especificações dos equipamentos utilizados.

A bateria precisa ser compatível com o ESC

O fato de o conector encaixar não significa que a bateria seja adequada.

Precisamos observar:

tensão;

número de células;

capacidade de corrente;

limites do ESC.

Uma bateria com tensão superior à permitida pelo controlador pode danificá-lo.

O ESC também precisa ser compatível com o motor

O controlador deve suportar a corrente exigida pelo conjunto.

Isso depende de vários fatores:

motor;

hélice;

bateria;

tensão;

carga.

Um ESC subdimensionado pode superaquecer e falhar.

Portanto, não escolhemos o controlador apenas porque ele possui três fios para um motor brushless.

A hélice influencia o consumo do motor

Esse é um ponto muito importante no aeromodelismo.

Trocar a hélice pode alterar significativamente a carga sobre o motor.

Uma hélice inadequada pode fazer o motor exigir uma corrente maior.

Consequentemente:

motor aquece;

ESC aquece;

bateria trabalha mais;

autonomia diminui.

Por isso, o sistema elétrico precisa ser analisado como um conjunto.

Um wattímetro é muito útil

Depois de montar o conjunto, podemos medir:

corrente;

tensão;

potência.

Isso ajuda a verificar se motor, ESC e bateria estão trabalhando dentro das condições esperadas.

Não precisamos descobrir que o ESC estava sobrecarregado quando o avião já estiver no ar.

Organize os fios dentro do aeromodelo

Depois de confirmar que tudo funciona, precisamos cuidar da instalação física.

Evite fios:

soltos;

pressionados;

próximos a partes móveis;

encostando no eixo do motor;

onde possam ser atingidos pela hélice.

Utilize fixação adequada sem esmagar ou danificar os cabos.

Mantenha fios longe das linkagens

Um fio solto pode entrar no caminho de:

braço do servo;

horn;

vareta de comando.

Isso pode bloquear uma superfície de controle.

Uma instalação elétrica correta não termina quando os conectores estão ligados.

Os cabos também precisam ficar mecanicamente seguros.

Atenção à ventilação do ESC

O ESC dissipa calor.

Portanto, não é interessante enterrá-lo em espuma ou colocá-lo em uma região completamente fechada sem considerar sua refrigeração.

A instalação deve permitir dissipação térmica compatível com o equipamento e a aplicação.

Faça um teste de alcance

Depois de concluir a instalação, também é importante realizar o teste de alcance recomendado pelo fabricante do sistema de rádio.

Isso ajuda a verificar a comunicação antes do voo.

Observe também a instalação das antenas do receptor e siga as orientações específicas do fabricante.

Faça um teste final antes do primeiro voo

Uma sequência útil é:

  1. Retire a hélice durante a configuração.
  2. Confira todas as conexões.
  3. Verifique a polaridade.
  4. Confira se o motor está conectado ao ESC.
  5. Confira o ESC no canal correto do receptor.
  6. Confira cada servo no canal correspondente.
  7. Ligue o transmissor.
  8. Energize o modelo.
  9. Verifique o bind.
  10. Teste cada servo.
  11. Confira o sentido de todas as superfícies.
  12. Teste o acelerador com segurança.
  13. Verifique o sentido de rotação do motor.
  14. Confira a estabilidade da alimentação.
  15. Organize e fixe os fios.
  16. Faça o teste de alcance.
  17. Somente depois instale a hélice corretamente.

A ligação é mais simples quando entendemos cada bloco

No artigo original, a ideia principal é justamente mostrar visualmente a disposição dos componentes para ajudar quem está começando. O ESC controla a velocidade do motor; o BEC presente em muitos ESCs fornece a alimentação necessária ao receptor; o receptor recebe os comandos do transmissor; e os servos executam os movimentos.

No caso dos motores, existe ainda uma diferença visual muito fácil de lembrar:

Motor brushed → 2 fios

Motor brushless → 3 fios.

Assim, em vez de olhar para o aeromodelo como um emaranhado de cabos, podemos pensar em blocos:

Bateria → ESC → Motor

ESC/BEC → Receptor → Servos

Transmissor → Receptor

Depois que essa lógica fica clara, montar e principalmente diagnosticar problemas em um sistema RC torna-se muito mais fácil.

Quer entender de verdade a elétrica e a eletrônica do rádio controle?

Saber onde conectar cada fio é importante. Mas compreender por que cada fio está ali faz uma diferença ainda maior.

Quando entendemos o sistema, começamos a conseguir responder perguntas como:

Por que o ESC possui três fios para um motor brushless?

De onde vêm os 5 V do receptor?

Como os servos recebem alimentação?

Qual é a função do BEC?

Por que o motor gira ao contrário?

Por que o receptor reinicia quando vários servos se movimentam?

Como verificar se o ESC está corretamente dimensionado?

No Método 7H RC, a proposta é justamente aprender elétrica e eletrônica através de aplicações práticas no aeromodelismo, automodelismo e nautimodelismo.

Assim, você deixa de simplesmente decorar a posição dos conectores e passa a compreender como bateria, ESC, BEC, receptor, servos e motor trabalham juntos para fazer o seu modelo funcionar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *