O primeiro voo de um aeromodelo é uma experiência difícil de esquecer.
Você pode ter passado horas no simulador.
Pode conhecer os comandos.
Pode entender teoricamente como funcionam:
ailerons;
profundor;
leme;
motor.
Mas existe uma enorme diferença entre controlar um avião na tela do computador e colocar um aeromodelo real no ar.
No meu primeiro voo, utilizei um Cessna 182.
E sim:
houve um acidente no final.
Mas essa experiência também serviu para mostrar algumas coisas importantes para quem está começando no aeromodelismo.
A principal delas é simples:
voar um aeromodelo exige prática.
Saber a teoria não significa saber pilotar
Esse é provavelmente um dos maiores erros de quem está começando.
A pessoa entende que, para virar para determinado lado, precisa movimentar o stick.
Sabe que o profundor controla o movimento de subida e descida.
Entende o funcionamento do motor.
Então pensa:
“Já sei como funciona. Agora é só voar.”
Na prática, não é tão simples.
Pilotar exige desenvolver reflexos.
O avião está se movimentando continuamente e precisamos interpretar sua posição rapidamente.
Tudo acontece muito mais rápido no voo real
No simulador, erramos.
O avião cai.
Apertamos um botão.
E começamos novamente.
No aeromodelo real, a situação é completamente diferente.
O modelo está realmente voando.
Existe:
vento;
distância;
luminosidade;
orientação;
velocidade;
altura.
E cada comando produz uma consequência real.
Por isso, mesmo depois de aprender a teoria, ainda precisamos desenvolver experiência prática.
O simulador ajuda muito
Uma das melhores maneiras de começar é utilizar um simulador de voo RC.
No artigo original, mencionei o Phoenix, que era um simulador bastante conhecido na época, embora existam diferentes opções de simuladores.
O objetivo não é simplesmente brincar de pilotar no computador.
O simulador permite começar a desenvolver algo muito importante:
automatismo nos comandos.
Você precisa parar de pensar em cada movimento
No início, o raciocínio pode ser:
“Quero virar para a esquerda.”
↓
“Então preciso movimentar o stick para este lado.”
↓
movimento
Isso é lento.
Com prática, começamos a responder quase automaticamente.
Vemos o avião.
Percebemos sua trajetória.
Corrigimos.
É parecido com aprender a dirigir.
Depois de algum tempo, não precisamos raciocinar conscientemente sobre cada pequeno movimento do volante.
E o simulador permite errar sem destruir o aeromodelo
Essa é uma enorme vantagem.
Podemos praticar:
decolagens;
curvas;
aproximações;
pousos;
recuperações;
voo em diferentes orientações.
E podemos errar dezenas de vezes.
Em um aeromodelo real, cada erro pode significar:
hélice quebrada;
trem de pouso danificado;
asa quebrada;
fuselagem danificada;
motor atingido.
Por isso, algumas horas de simulador podem economizar bastante trabalho e dinheiro.
Mas o simulador não reproduz tudo
Mesmo depois de praticar no simulador, quando passamos para o voo real aparecem novas variáveis.
Uma delas parece extremamente simples:
o Sol.
E ele pode atrapalhar muito.
O Sol pode dificultar a pilotagem
Imagine que o avião esteja passando exatamente em uma região do céu próxima ao Sol.
Por alguns instantes, sua visão fica prejudicada.
Em um aeromodelo, alguns segundos podem ser suficientes para perder completamente a referência da posição.
Por isso, uma dica importante é procurar manter o Sol atrás de você durante o voo, sempre que as condições do local permitirem.
Assim, reduzimos a possibilidade de precisar olhar diretamente em sua direção enquanto acompanhamos o modelo.
A orientação do aeromodelo é outro grande desafio
Imagine um avião voando para longe de você.
Você movimenta o aileron para a direita.
Visualmente, ele inclina para determinado lado.
Até aí tudo parece intuitivo.
Agora faça o avião dar meia-volta.
Ele está vindo em sua direção.
E aparece uma das maiores dificuldades para o iniciante.
Quando o avião vem em nossa direção, nossa referência visual muda
O comando do aeromodelo não foi invertido.
O rádio continua funcionando exatamente da mesma maneira.
Mas a sua perspectiva mudou.
Quando o avião está vindo em sua direção, aquilo que visualmente parece ser sua esquerda corresponde ao outro lado na perspectiva do piloto.
É muito fácil olhar para o modelo, perceber que ele está inclinando e comandar o aileron para o lado errado.
Foi justamente esse tipo de confusão de posicionamento que destaquei ao relatar meu primeiro voo.
Esse erro pode aumentar rapidamente
Imagine:
o avião começa a inclinar.
Você percebe a inclinação.
Tenta corrigir.
Mas movimenta o stick para o lado errado.
A inclinação aumenta.
Você percebe que alguma coisa não está funcionando.
Fica nervoso.
Move novamente o stick.
O avião perde altitude.
Tudo isso pode acontecer em poucos segundos.
É por isso que o simulador é tão importante
No simulador podemos praticar exatamente essa situação.
Faça o avião:
ir embora;
voltar;
passar da esquerda para a direita;
passar da direita para a esquerda;
voar em diagonal;
vir diretamente em sua direção.
Não pratique apenas fazer círculos confortáveis em uma única orientação.
Quanto mais variadas forem as posições, melhor.
Existe uma dica muito importante para os primeiros voos: ganhe altura
No conteúdo original, uma das recomendações que fiz foi justamente:
no início, voe bem alto.
Isso pode parecer estranho para quem está começando.
A tendência natural é pensar:
“Sou iniciante, então é melhor ficar bem perto do chão.”
Mas existe um problema.
Perto do chão, você praticamente não possui tempo para corrigir um erro.
Altura significa tempo para recuperação
Imagine que o aeromodelo esteja a poucos metros do chão.
Você faz um comando incorreto.
O avião inclina.
Começa a perder altitude.
Quando percebe o erro, talvez seja tarde demais.
Agora imagine a mesma situação com bastante altura.
O avião inclina.
Você erra.
Percebe.
Corrige.
Ainda existe espaço entre o modelo e o solo.
Por isso, depois de uma decolagem controlada, manter uma altura segura pode oferecer maior margem para corrigir erros.
Isso não significa voar tão alto que você deixe de enxergar o modelo
Existe naturalmente um limite.
O aeromodelo precisa permanecer claramente visível e dentro de uma área adequada para voo.
A ideia é simplesmente evitar ficar voando rente ao chão durante o aprendizado.
Precisamos de uma margem de segurança.
O primeiro avião também faz diferença
Nem todo aeromodelo é apropriado para aprender.
Um avião extremamente rápido, pequeno ou instável pode tornar o aprendizado muito mais difícil.
Para os primeiros voos, uma escolha clássica é o chamado:
aeromodelo treinador.
O que é um aeromodelo treinador?
Um treinador é projetado para apresentar características de voo mais adequadas ao aprendizado.
Uma das características mais comuns é a configuração de:
asa alta.
Ou seja, a asa fica instalada na parte superior da fuselagem.
No artigo original, recomendei justamente um avião de asa alta para quem está começando, pois tende a proporcionar um voo mais suave.
Por que a asa alta é interessante para iniciantes?
Em muitos projetos de treinador, a configuração de asa alta contribui para um comportamento mais estável.
Isso não significa que todo avião de asa alta seja automaticamente fácil de pilotar.
Mas é uma característica bastante comum em aeronaves destinadas ao treinamento.
O objetivo é ter um modelo que permita ao iniciante se concentrar em aprender os comandos sem precisar corrigir continuamente um avião excessivamente sensível.
O Cessna 182 possui uma aparência muito interessante
O Cessna é um avião extremamente reconhecível.
Sua configuração de asa alta e aparência próxima de uma aeronave real tornam o modelo muito atraente.
Para quem está entrando no aeromodelismo, existe ainda aquela sensação especial de colocar no ar uma pequena reprodução de um avião de verdade.
Mas aparência não deve ser o único critério para escolher o primeiro modelo.
O comportamento de voo precisa ser considerado.
A hélice também influencia o comportamento
Outro ponto que destaquei no conteúdo original foi a escolha da hélice.
Para um iniciante, é interessante configurar o modelo buscando um voo mais lento e controlável, em vez de simplesmente tentar obter a maior velocidade possível.
Isso faz sentido porque velocidade reduz nosso tempo de reação.
Um avião rápido exige decisões rápidas
Imagine dois modelos.
Um atravessa sua frente lentamente.
O outro passa em alta velocidade.
Em qual deles você terá mais tempo para:
observar a trajetória;
perceber um erro;
decidir a correção;
movimentar o stick?
No modelo mais lento.
Por isso, para aprender, velocidade máxima não deve ser a prioridade.
Mais potência também não significa necessariamente um avião melhor para aprender
Existe uma tentação comum no modelismo:
motor maior;
mais potência;
mais velocidade.
Mas um treinador precisa ser previsível.
Queremos potência suficiente para:
decolar;
subir;
manter voo;
recuperar altitude.
Não precisamos necessariamente transformar o primeiro aeromodelo em uma máquina de velocidade.
Antes do primeiro voo, verifique os comandos
Existe uma checagem que deve ser feita antes de qualquer decolagem.
Ligue o rádio e o modelo conforme o procedimento adequado ao equipamento.
Observe cada superfície de controle.
Movimente o stick dos ailerons.
Confira o movimento.
Movimente o profundor.
Confira.
Movimente o leme.
Confira.
Não basta verificar se os servos estão se mexendo.
Precisamos verificar se estão se mexendo para o lado correto.
Um comando invertido pode terminar o voo em segundos
Imagine decolar com o aileron invertido.
Você percebe que o avião está inclinando para a direita.
Naturalmente comanda uma correção.
Mas o aeromodelo inclina ainda mais.
Sua reação é tentar corrigir novamente.
O resultado pode ser uma queda quase imediata.
Por isso, antes da decolagem, confira os comandos com calma.
Verifique também se as superfícies estão centralizadas
Com os sticks na posição neutra, observe:
ailerons;
profundor;
leme.
Eles precisam estar adequadamente posicionados.
Se alguma superfície estiver muito deslocada, o avião pode apresentar tendência forte desde o início do voo.
Pequenos ajustes podem posteriormente ser feitos através do trim, mas não devemos utilizar o trim para esconder uma montagem claramente incorreta.
Faça também um teste de alcance do rádio
Um aeromodelo depende completamente da comunicação entre transmissor e receptor.
Portanto, antes do voo, siga o procedimento de teste de alcance recomendado pelo fabricante do sistema de rádio.
Não espere descobrir que existe um problema quando o avião já estiver distante.
Confira a bateria
Antes de voar, verifique também a alimentação.
No modelo elétrico, isso envolve a bateria de propulsão.
No rádio transmissor, precisamos ter alimentação adequada.
Uma bateria descarregada pode transformar um voo perfeitamente controlado em uma situação de emergência.
O centro de gravidade é fundamental
Um avião não deve ser colocado no ar sem verificar seu centro de gravidade — CG.
A posição adequada depende do projeto do aeromodelo.
Por isso, utilize a indicação do fabricante ou do projeto.
Um CG inadequado pode alterar drasticamente a estabilidade.
Especialmente para um iniciante, queremos evitar acrescentar mais uma dificuldade ao voo.
Faça a inspeção mecânica
Antes da decolagem, observe também:
hélice;
spinner;
motor;
trem de pouso;
asas;
linkagens;
horns;
servos;
fixação da bateria.
Um pequeno parafuso solto em terra pode se transformar em um grande problema no ar.
A decolagem é apenas o começo
Quando o avião sai do chão pela primeira vez, existe uma mistura de:
concentração;
ansiedade;
empolgação.
Mas não é hora de relaxar.
Depois da decolagem, precisamos estabelecer uma trajetória segura e ganhar altura.
Para um iniciante, esse não é o momento de tentar:
rasantes;
acrobacias;
passagens muito baixas.
O objetivo inicial é muito mais simples:
manter o avião voando de maneira controlada.
Faça curvas amplas
Curvas muito fechadas podem aumentar a dificuldade.
No início, prefira trajetórias suaves.
Faça movimentos pequenos nos sticks.
Observe a resposta.
O objetivo é começar a desenvolver sensibilidade.
Quanto de stick é necessário?
Quanto o avião inclina?
Quanto tempo leva para responder?
Isso só aparece realmente com a prática.
Evite comandos bruscos
Outro erro comum é movimentar o stick de um extremo ao outro.
Em muitos modelos, uma pequena movimentação já produz uma resposta significativa.
Faça correções progressivas.
Comando.
Observe.
Corrija novamente se necessário.
A pilotagem tende a ficar muito mais suave.
Não espere o avião ficar muito longe
Existe uma distância em que começamos a perder detalhes visuais.
De repente fica mais difícil perceber:
qual asa está mais baixa;
se o avião está vindo ou indo;
qual é sua inclinação.
Para o iniciante, isso pode ser particularmente perigoso.
Mantenha o modelo a uma distância confortável.
Planeje o pouso antes de ficar sem bateria
O pouso não deve começar quando o sistema já está praticamente sem energia.
Especialmente em modelos elétricos, precisamos deixar margem suficiente para:
fazer a aproximação;
abortar se necessário;
dar outra volta;
tentar novamente.
Uma aproximação ruim não precisa obrigatoriamente terminar em um pouso ruim.
Se ainda existe energia e espaço, podemos arremeter e tentar novamente.
O pouso costuma ser uma das partes mais difíceis
Decolar parece assustador no início.
Mas o pouso exige coordenar:
direção;
altura;
velocidade;
posição;
distância.
E existe um detalhe inevitável:
precisamos encontrar o chão.
Nem cedo demais.
Nem tarde demais.
E quedas podem acontecer
Foi justamente o que aconteceu no voo que deu origem ao artigo.
Mesmo depois da preparação e da prática, meu primeiro voo terminou com um acidente.
E isso faz parte da história que quis registrar: mesmo saindo do simulador e indo para a prática, quedas ainda podem acontecer.
No aeromodelismo, precisamos estar preparados para essa possibilidade.
Uma queda também pode ensinar
Depois de um acidente, a primeira reação naturalmente é olhar para os danos.
Mas existe outra pergunta importante:
por que aconteceu?
Foi erro de orientação?
Perda de velocidade?
Comando excessivo?
Problema de configuração?
Vento?
Dificuldade na aproximação?
Quanto mais conseguimos identificar a causa, mais útil aquela experiência se torna para o próximo voo.
Não tente simplesmente voar novamente sem inspecionar o modelo
Depois de uma queda, mesmo que o dano pareça pequeno, faça uma inspeção completa.
Observe:
estrutura;
asa;
leme;
profundor;
ailerons;
servos;
linkagens;
motor;
hélice;
bateria;
conectores.
Uma pequena trinca pode não ser evidente à primeira vista.
A hélice merece atenção especial
Se a hélice atingiu o solo, examine-a cuidadosamente.
Uma hélice danificada pode ficar desequilibrada ou falhar em alta rotação.
Em caso de dúvida, substituí-la costuma ser muito mais sensato do que arriscar um novo voo.
Peça ajuda a um aeromodelista experiente
Uma das melhores coisas que um iniciante pode fazer é realizar os primeiros voos acompanhado de alguém que já saiba pilotar.
Uma pessoa experiente pode perceber problemas antes mesmo da decolagem.
Pode observar:
CG;
comandos;
trimagem;
condições de vento;
configuração do modelo.
E pode assumir o controle se alguma coisa sair do esperado.
Um sistema aluno-professor é ainda melhor
Alguns rádios permitem conectar dois transmissores em uma configuração de treinamento.
O instrutor mantém a possibilidade de assumir o comando.
Isso permite que o iniciante pilote e, diante de uma situação difícil, o instrutor recupere o modelo.
É uma transição muito interessante entre:
simulador
e
voo completamente independente.
Escolha também um dia adequado
O primeiro voo já possui desafios suficientes.
Não precisamos acrescentar vento forte.
Um dia com condições mais tranquilas facilita bastante o aprendizado.
Observe também a direção do vento e organize a operação de acordo com o local e com a orientação recebida de pilotos experientes.
Escolha um local apropriado
Um aeromodelo não deve ser tratado como um brinquedo que pode ser lançado em qualquer praça.
Procure um local adequado à prática, com espaço e condições de segurança.
Mantenha distância de:
pessoas;
veículos;
edificações;
vias;
redes elétricas;
outros obstáculos.
E respeite as regras aplicáveis ao local e à operação do modelo.
O primeiro voo não precisa ser perfeito
Talvez essa seja uma das maiores lições.
Você não precisa:
fazer uma decolagem perfeita;
voar como um piloto experiente;
realizar acrobacias;
fazer um pouso cinematográfico.
O primeiro objetivo é começar a transformar aquilo que aprendeu no simulador em experiência real.
Cada voo acrescenta alguma coisa
No primeiro, talvez toda sua atenção esteja concentrada simplesmente em manter o avião no ar.
Depois começa a perceber melhor a orientação.
Mais tarde melhora as curvas.
Depois as aproximações.
Finalmente os pousos começam a ficar mais naturais.
O aprendizado acontece gradualmente.
Uma sequência interessante para começar
Antes de tentar seu primeiro voo sozinho, procure seguir uma progressão:
- Aprenda a função dos comandos.
- Pratique bastante em um simulador.
- Escolha um aeromodelo treinador.
- Prefira uma configuração de voo mais tranquilo.
- Faça uma inspeção completa do modelo.
- Confira o centro de gravidade.
- Verifique o sentido de todos os comandos.
- Faça o teste de alcance do rádio.
- Escolha condições meteorológicas adequadas.
- Procure um local apropriado.
- Se possível, voe acompanhado de um piloto experiente.
- Depois da decolagem, ganhe uma altura segura.
- Faça curvas amplas e comandos suaves.
- Mantenha o modelo a uma distância confortável.
- Planeje o pouso com antecedência.
- Depois do voo — principalmente se houver uma queda — inspecione todo o aeromodelo.
Meu primeiro voo ficou inesquecível justamente porque não foi perfeito
É fácil lembrar de um voo quando tudo dá certo.
Mas também é difícil esquecer aquele em que alguma coisa sai errado.
O meu primeiro voo com o Cessna 182 mostrou exatamente a diferença entre conhecer a teoria e efetivamente controlar um aeromodelo no céu.
O simulador ajudou.
Mas no campo apareceram fatores que não tinham o mesmo impacto diante do computador: o Sol, a percepção da orientação do avião e o pouco tempo disponível para corrigir determinados erros.
E o voo terminou com a queda que aparece no vídeo.
Veja o vídeo do primeiro voo
Na página original está o vídeo que registra essa experiência.
É justamente um daqueles vídeos que não precisam terminar com um pouso perfeito para serem interessantes.
Ele registra o processo real de aprender.
O avião decola.
O voo acontece.
Os erros aparecem.
E, no final, acontece o acidente que acabou fazendo parte da história daquele primeiro voo.
O importante é aprender antes de tentar novamente
Aeromodelismo mistura teoria e prática.
Precisamos compreender como o avião funciona.
Precisamos configurar corretamente o equipamento.
Mas também precisamos desenvolver habilidade de pilotagem.
Por isso, a recomendação que permanece é bastante simples:
use o simulador, comece com um treinador de asa alta, procure um voo mais lento e mantenha uma altura segura que ofereça tempo para corrigir erros.
Uma queda pode quebrar o aeromodelo.
Mas também pode mostrar exatamente aquilo que precisamos melhorar para o próximo voo.
E é por isso que o primeiro voo — até mesmo quando termina em acidente — acaba sendo inesquecível.
Quer aprender mais sobre elétrica, eletrônica e rádio controle?
Pilotar é apenas uma parte do aeromodelismo.
Quando começamos a entender nossos próprios modelos, aparecem outras perguntas:
Como funciona o ESC?
Como ligar receptor, servo e motor?
O que é BEC?
Como escolher e utilizar uma bateria?
Como medir tensão e corrente?
Como instalar LEDs e outros acessórios?
Assim, além de aprender a controlar o modelo, você começa a compreender o sistema elétrico e eletrônico que faz aquele aeromodelo responder aos comandos do rádio e permanecer no ar.