Minha caixa de campo para modelismo: organização, ferramentas e tecnologia para levar ao campo

Quem pratica aeromodelismo, nautimodelismo, automodelismo ou qualquer outra modalidade de rádio controle descobre rapidamente que não basta levar apenas o modelo e o transmissor.

Quando saímos de casa para utilizar nossos modelos, começam a aparecer pequenas necessidades:

uma ferramenta para apertar um parafuso;

Monte seu Próprio Rádio Controle
Monte seu Próprio Rádio Controle
Aprenda eletrônica na prática montando um rádio controle funcional do zero.
CONHEÇA O CURSO →

uma bateria que precisa ser verificada;

um conector que se soltou;

uma hélice que precisa ser trocada;

um pequeno reparo;

uma bateria que precisa ser carregada.

Foi pensando justamente nisso que montei minha própria caixa de campo para modelismo.

Originalmente ela foi desenhada pensando principalmente no aeromodelismo, mas o conceito funciona muito bem para o modelismo em geral. E, como gosto bastante de eletrônica, minha caixa acabou recebendo vários recursos tecnológicos.

O que é uma caixa de campo?

A caixa de campo é basicamente uma estação portátil utilizada pelo modelista.

Em vez de levar ferramentas, baterias, cabos e acessórios espalhados em várias sacolas, podemos concentrar boa parte do material necessário em uma única caixa.

Ela pode ser utilizada para transportar:

ferramentas;

baterias;

carregadores;

instrumentos de medição;

cabos;

conectores;

peças de reposição;

acessórios.

Mas uma boa caixa de campo pode ser muito mais do que simplesmente uma caixa de ferramentas.

Minha ideia foi construir uma verdadeira estação portátil

Quando pensei na minha caixa, não queria apenas um lugar para guardar ferramentas.

Queria algo que realmente pudesse me acompanhar quando estivesse utilizando meus modelos.

Por isso, comecei a incorporar recursos tecnológicos.

O resultado foi uma caixa feita originalmente para aeromodelistas, mas que pode ser utilizada tranquilamente por quem trabalha com outros tipos de modelismo.

Por que uma caixa de campo faz tanta diferença?

Imagine que você preparou tudo.

Carregou o modelo no carro.

Levou o rádio.

Chegou ao local.

Montou o equipamento.

E então percebe que precisa apertar um pequeno parafuso.

A chave ficou em casa.

Pode parecer uma situação banal, mas é exatamente esse tipo de coisa que acontece.

Com uma caixa organizada, boa parte das pequenas necessidades do modelista já está prevista.

O objetivo não é levar a oficina inteira

Também não precisamos transformar a caixa em algo tão pesado que se torne difícil transportá-la.

A ideia é selecionar aquilo que realmente pode ser útil no campo.

Podemos pensar em três grupos:

ferramentas essenciais;

peças e acessórios;

recursos elétricos e eletrônicos.

A partir daí, cada modelista pode adaptar a caixa às suas necessidades.

Ferramentas básicas

Um pequeno conjunto de ferramentas resolve uma quantidade enorme de problemas.

Podemos levar, por exemplo:

chaves de fenda;

chaves Phillips;

alicates;

chaves Allen;

estilete;

pinça;

pequenas chaves de boca.

Não precisamos necessariamente levar conjuntos enormes.

É melhor selecionar os tamanhos realmente utilizados nos modelos.

Conheça os parafusos existentes nos seus modelos

Essa é uma maneira inteligente de montar a caixa.

Observe os equipamentos que você possui.

Quais chaves são necessárias para:

retirar uma hélice?

soltar o motor?

ajustar uma linkagem?

abrir determinada tampa?

retirar uma roda?

Coloque essas ferramentas na caixa.

Assim ela passa a ser montada especificamente para os seus modelos.

Alicates também são muito úteis

No modelismo utilizamos fios, arames, conectores e pequenas peças mecânicas.

Por isso, alguns alicates podem ajudar bastante.

Dependendo do tipo de projeto, podemos ter:

alicate de corte;

alicate de bico;

alicate desencapador.

São ferramentas pequenas e que ocupam pouco espaço.

Peças de reposição podem salvar o dia

Algumas peças são pequenas, baratas e fáceis de transportar.

Vale pensar naquelas que costumam apresentar problemas ou que podem ser perdidas.

Por exemplo:

parafusos;

porcas;

arruelas;

conectores;

terminais;

abraçadeiras;

pequenos pedaços de fio.

Uma pequena caixa organizadora dentro da própria caixa de campo pode funcionar muito bem para isso.

No aeromodelismo, algumas peças merecem atenção especial

Dependendo do modelo, podemos considerar levar:

hélices de reposição;

adaptadores;

horns;

clevis;

linkagens;

elásticos;

parafusos específicos.

Uma hélice quebrada, por exemplo, pode encerrar uma sessão de voo se não houver outra disponível.

No nautimodelismo, as necessidades mudam

Quem utiliza barcos RC pode preferir levar:

hélices;

acoplamentos;

graxa;

fita para vedação;

pequenos pedaços de mangueira;

ferramentas para eixo e leme.

A lógica da caixa continua a mesma.

O conteúdo é que muda de acordo com a modalidade.

No automodelismo acontece a mesma coisa

Um automodelista pode precisar mais frequentemente de:

chaves de roda;

porcas;

parafusos;

peças de suspensão;

abraçadeiras;

ferramentas Allen.

Portanto, não existe uma lista universal de caixa de campo.

Existe uma estrutura que deve ser personalizada.

Baterias merecem uma área própria

Nos modelos elétricos, as baterias ocupam uma posição central.

Podemos ter baterias para:

modelo;

transmissor;

receptor;

equipamentos auxiliares.

É interessante mantê-las organizadas e protegidas contra danos mecânicos.

No caso de baterias de lítio, também devem ser observados todos os cuidados específicos de transporte, armazenamento e utilização recomendados pelo fabricante.

Nunca transporte baterias de qualquer maneira

Uma bateria não deve ficar jogada junto com:

parafusos;

chaves;

ferramentas metálicas.

Um objeto metálico pode provocar um curto-circuito entre contatos expostos.

Isso é especialmente preocupante em baterias capazes de fornecer correntes elevadas.

Mantenha os terminais protegidos e as baterias devidamente acondicionadas.

O multímetro é uma ferramenta excelente para a caixa

Quem trabalha com modelos elétricos encontra várias situações em que uma medição pode ajudar.

Com um multímetro podemos verificar:

tensão;

continuidade;

polaridade;

estado de determinadas conexões.

Um modelo parou de funcionar?

Antes de desmontar tudo, podemos começar verificando se existe alimentação.

Um pequeno medidor de LiPo também é muito útil

Para quem utiliza baterias LiPo, existem pequenos medidores conectados ao terminal de balanceamento.

Eles podem informar rapidamente:

tensão total;

tensão de cada célula.

São pequenos, leves e extremamente úteis no campo.

Podemos verificar uma bateria antes de colocá-la no modelo e novamente depois da utilização.

O testador de servos é outro equipamento interessante

Um pequeno servo tester permite testar um servo sem depender necessariamente do transmissor e do receptor.

Isso pode ajudar a descobrir rapidamente onde está determinado problema.

Imagine que o leme não responde.

A falha pode estar:

no servo;

no receptor;

na alimentação;

na linkagem.

Com um testador podemos verificar o servo separadamente.

Diagnóstico por etapas economiza tempo

Esse princípio é muito importante no modelismo.

Se algo não funciona, não troque tudo ao mesmo tempo.

Divida o sistema.

Por exemplo:

a bateria possui tensão?

o receptor está alimentado?

o servo funciona isoladamente?

o ESC está recebendo comando?

o motor funciona?

Uma caixa com alguns instrumentos simples permite fazer esse diagnóstico no próprio campo.

O ferro de solda pode ser útil?

Dependendo da estrutura da caixa e da disponibilidade de alimentação, sim.

Um fio ou conector solto pode ser um problema extremamente simples de resolver com uma solda.

Sem um ferro de solda, entretanto, pode significar voltar para casa.

Mas isso depende muito do tipo de atividade realizada.

Não é obrigatório transformar a caixa em uma bancada completa de eletrônica.

Se levar ferro de solda, pense também nos acessórios

Não adianta levar apenas o ferro.

Talvez sejam necessários:

solda;

suporte;

material para limpeza;

espaguete termo retrátil;

pequenos pedaços de fio.

É justamente pensando no reparo completo que conseguimos definir o que realmente merece ocupar espaço.

Espaguete termo retrátil ocupa pouquíssimo espaço

Alguns pedaços de diferentes diâmetros praticamente não pesam nada.

E podem ser muito úteis para:

isolar uma solda;

proteger uma emenda;

organizar uma conexão.

Para quem faz adaptações eletrônicas nos próprios modelos, vale bastante a pena.

Fita isolante também ajuda

Uma pequena fita pode resolver provisoriamente várias situações.

Mas é importante não transformar soluções provisórias em reparos permanentes inadequados.

Se uma conexão precisa ser refeita corretamente, faça isso posteriormente na bancada.

A caixa de campo deve permitir que pequenos problemas sejam resolvidos com segurança, e não incentivar improvisações perigosas.

Abraçadeiras plásticas são extremamente úteis

As conhecidas abraçadeiras de nylon ocupam pouco espaço.

Podem ajudar a:

organizar fios;

fixar temporariamente componentes;

prender cabos;

evitar que algo encoste em uma parte móvel.

Vale manter algumas de diferentes tamanhos.

Velcro também pode ser útil

Baterias e pequenos componentes frequentemente são presos utilizando tiras de velcro.

Levar algumas peças sobressalentes pode ser interessante.

Uma bateria precisa ficar corretamente fixada durante a utilização do modelo.

Ela não deve se deslocar em:

curvas;

acelerações;

pousos;

impactos.

Carregamento no campo

Uma das grandes vantagens de uma caixa de campo mais elaborada é poder pensar também em energia.

Dependendo do sistema utilizado, podemos ter uma fonte para:

carregar baterias;

alimentar equipamentos;

realizar testes.

Isso aumenta bastante a autonomia da atividade.

Em vez de levar apenas uma bateria carregada, podemos ter uma estrutura que permita utilizar várias baterias ao longo do dia.

Mas o carregador precisa ser apropriado

Principalmente quando trabalhamos com baterias LiPo, devemos utilizar carregadores adequados para a química da bateria.

O carregador precisa estar corretamente configurado para:

tipo de bateria;

quantidade de células;

corrente de carga.

Nunca utilize uma fonte improvisada como substituta de um carregador específico para baterias de lítio.

Organização interna faz muita diferença

Uma caixa pode possuir todos os equipamentos necessários e ainda ser ruim de utilizar se tudo estiver misturado.

O ideal é criar áreas.

Por exemplo:

ferramentas de um lado;

instrumentos em outro;

cabos separados;

peças pequenas em compartimentos;

baterias protegidas.

Assim encontramos rapidamente aquilo que precisamos.

Ferramentas visíveis são mais fáceis de utilizar

Quando possível, vale criar suportes ou divisões que permitam enxergar as ferramentas.

Se todas estiverem empilhadas no fundo da caixa, será necessário retirar metade do conteúdo sempre que precisarmos de uma chave.

Um bom projeto de caixa considera não apenas:

o que cabe

mas também:

como acessar.

Podemos criar suportes personalizados

Quem gosta de construir pode fabricar divisórias e suportes utilizando:

madeira;

plástico;

EVA;

espuma;

peças impressas em 3D.

Isso permite adaptar a caixa exatamente aos equipamentos utilizados.

Uma caixa personalizada evolui com o tempo

Provavelmente você não acertará tudo na primeira montagem.

Depois de algumas utilizações começará a perceber:

isto nunca utilizo;

isto sempre faz falta;

esta ferramenta está ocupando espaço demais;

preciso de mais conectores;

seria interessante acrescentar um medidor.

A caixa vai evoluindo junto com sua experiência no hobby.

Não leve peso sem necessidade

Existe uma tendência de colocar:

“vai que eu preciso…”

e adicionar mais uma ferramenta.

Depois outra.

E outra.

Quando percebemos, a caixa pesa dezenas de quilos.

Uma boa regra é observar aquilo que realmente foi utilizado nas últimas saídas.

Se determinado equipamento nunca sai da caixa e existe pouca probabilidade de ser necessário, talvez ele possa ficar na bancada.

Faça uma lista antes de sair

Mesmo tendo uma caixa de campo pronta, alguns itens não ficam permanentemente dentro dela.

Principalmente:

baterias carregadas;

transmissor;

modelos;

câmeras.

Uma pequena lista ajuda bastante.

Por exemplo:

modelo

rádio

baterias

caixa de campo

Parece óbvio até o dia em que chegamos ao local e descobrimos que o transmissor ficou sobre a mesa de casa.

Confira as baterias antes de sair

Não espere chegar ao campo para descobrir que:

a bateria do modelo está descarregada

ou:

o transmissor está sem carga.

Faça essa verificação anteriormente.

No caso de baterias LiPo, confira também o estado físico do pack e a tensão das células utilizando equipamento apropriado.

A caixa pode ter iluminação

Uma caixa de campo tecnológica também pode incorporar pequenos recursos elétricos.

Um exemplo interessante é a iluminação.

LEDs internos podem ajudar bastante quando precisamos encontrar uma peça pequena em condições de pouca luz.

Esse tipo de recurso consome pouca energia e pode ser incorporado de maneira bastante simples.

Podemos instalar tomadas ou conectores de alimentação

Dependendo do projeto, podemos disponibilizar pontos de energia na própria caixa.

Por exemplo:

saídas DC;

conectores específicos;

USB.

Isso permite alimentar pequenos equipamentos.

Naturalmente, tudo precisa possuir:

tensão adequada;

proteção;

fiação dimensionada corretamente.

Fusíveis são importantes

Quando começamos a incorporar baterias e circuitos de alimentação à caixa, devemos pensar também em proteção.

Um curto-circuito em uma bateria capaz de fornecer corrente elevada pode ser bastante severo.

Fusíveis corretamente dimensionados podem fazer parte do projeto.

Não trate a distribuição elétrica da caixa como se fosse apenas uma extensão de fios.

Identifique as tensões

Se existirem diferentes saídas, identifique claramente:

5 V

12 V

ou qualquer outra tensão utilizada.

Isso reduz a possibilidade de conectar um equipamento na saída errada.

Conectores diferentes para tensões diferentes também podem ajudar a evitar erros.

Um voltímetro pode ser incorporado

Outra possibilidade interessante é instalar um pequeno voltímetro no painel da caixa.

Assim podemos acompanhar a tensão da bateria utilizada como fonte principal.

É um recurso simples e que deixa a caixa ainda mais funcional.

Podemos acrescentar USB

Hoje utilizamos vários equipamentos alimentados por USB:

celular;

câmera;

pequenos instrumentos;

acessórios.

Um conversor DC-DC apropriado pode fornecer uma saída USB a partir da bateria da caixa.

Novamente, é importante dimensionar corretamente o circuito.

A caixa pode se transformar em uma pequena bancada portátil

É justamente isso que considero interessante nesse projeto.

Uma caixa de campo convencional transporta ferramentas.

Mas podemos ir além.

Ela pode reunir:

ferramentas;

energia;

medição;

carregamento;

organização;

peças de reposição.

Praticamente uma pequena bancada de modelismo que pode ser transportada.

Isso é especialmente interessante para quem constrói os próprios modelos

Quando compramos um modelo completamente pronto, talvez nossas necessidades no campo sejam menores.

Mas quem gosta de:

construir;

adaptar;

modificar;

experimentar

normalmente acaba precisando de ferramentas com maior frequência.

Um projeto experimental sempre encontra alguma coisa para ser ajustada.

A eletrônica aumenta muito as possibilidades

Quando começamos a compreender eletrônica, podemos personalizar não apenas os modelos, mas também os equipamentos utilizados para trabalhar com eles.

Podemos construir:

fontes;

medidores;

testadores;

painéis;

sistemas de iluminação;

carregadores auxiliares apropriados;

circuitos de proteção.

A caixa de campo se torna mais um projeto.

Não precisamos comprar tudo pronto

Essa talvez seja uma das partes mais interessantes do modelismo.

Muitas soluções podem ser construídas.

Precisamos de um suporte?

Podemos fabricar.

Precisamos de uma distribuição de energia?

Podemos projetar.

Precisamos organizar conectores?

Podemos criar um painel.

A caixa deixa de ser apenas um produto e passa a refletir as necessidades do próprio modelista.

O projeto precisa priorizar segurança

Quanto mais recursos acrescentamos, mais importante se torna pensar em segurança.

Principalmente quando existem:

baterias de alta corrente;

carregadores;

conectores expostos;

fiação.

Tudo precisa ficar devidamente fixado e isolado.

Uma ferramenta metálica solta não deve ter possibilidade de cair sobre terminais energizados.

Separe ferramentas de pontos elétricos

Essa é uma boa regra de projeto.

Se a caixa possui uma área com bateria e distribuição de energia, evite deixar terminais expostos próximos ao compartimento onde ficam:

chaves;

alicates;

parafusos.

Objetos metálicos podem provocar curto-circuito.

Uma simples tampa ou divisão física pode aumentar bastante a segurança.

Pense também no transporte

A caixa será movimentada.

Pode ficar:

no porta-malas;

sobre o chão;

inclinada;

balançando durante o transporte.

Por isso, todos os componentes internos precisam ficar presos.

Não projete a caixa apenas pensando nela parada sobre uma mesa.

Baterias precisam ficar especialmente bem fixadas

Uma bateria pesada se movimentando dentro da caixa pode:

quebrar componentes;

danificar fios;

atingir ferramentas;

provocar curto-circuito.

Utilize uma fixação apropriada.

Faça manutenção na própria caixa

De tempos em tempos, vale verificar:

fios;

conectores;

fusíveis;

baterias;

ferramentas;

parafusos;

suportes.

A caixa também é um equipamento e precisa estar em boas condições.

Retire aquilo que não serve mais

Com o tempo acumulamos:

conectores antigos;

parafusos sem utilidade;

cabos quebrados;

baterias que não são mais utilizadas.

Uma revisão periódica mantém a caixa organizada e reduz peso.

Reponha os consumíveis

Depois de utilizar:

abraçadeiras;

fita;

solda;

termo retrátil;

fusíveis;

peças pequenas

lembre-se de repor.

É muito comum utilizar o último item disponível e descobrir isso apenas na próxima saída.

Minha caixa foi pensada inicialmente para aeromodelismo

Esse foi o ponto de partida do projeto.

Eu queria uma caixa que pudesse levar comigo e que reunisse os recursos necessários para utilizar meus modelos.

Mas rapidamente ficou claro que a mesma ideia poderia ser aplicada ao modelismo em geral.

Quem trabalha com barcos, carros ou outros modelos também precisa de:

ferramentas;

energia;

medição;

organização.

O que muda são alguns acessórios específicos.

E ela acabou ficando cheia de recursos tecnológicos

Como gosto de eletrônica e de construir minhas próprias soluções, a caixa acabou indo muito além de um simples compartimento para ferramentas.

No texto original eu já destacava justamente isso: ela ficou cheia de recursos tecnológicos e existe inclusive outro conteúdo no blog em que detalho a parte high-tech da caixa.

É uma demonstração interessante de como podemos aplicar conhecimentos de eletrônica em praticamente qualquer parte do hobby.

Veja no vídeo minha caixa de campo

No vídeo da página apresento a caixa que construí e mostro a solução que utilizo para levar meus equipamentos ao campo.

A ideia não é que todo modelista precise construir uma caixa exatamente igual.

Muito pelo contrário.

O interessante é observar o conceito e pensar:

o que eu sempre preciso quando saio com meus modelos?

o que costuma faltar?

quais ferramentas realmente utilizo?

quais medições preciso fazer?

quais recursos eletrônicos seriam úteis?

A partir dessas respostas podemos construir uma caixa adaptada à nossa própria maneira de praticar o hobby.

Uma boa caixa de campo é aquela que resolve problemas

No final, não importa se ela é:

grande;

pequena;

de madeira;

de plástico;

comprada;

construída em casa.

O que importa é chegar ao local de utilização do modelo e ter à disposição aquilo que realmente precisamos.

Quando uma pequena falha acontece e conseguimos abrir a caixa, pegar uma ferramenta e resolver o problema em poucos minutos, percebemos o valor de ter planejado tudo anteriormente.

E, para quem gosta de eletrônica, existe ainda uma vantagem:

a própria caixa de campo pode se transformar em mais um projeto para construir, modificar e aperfeiçoar.

Quer aprender a entender e modificar seus próprios modelos RC?

Quando começamos a montar uma caixa de campo, percebemos rapidamente quantos conhecimentos aparecem no rádio controle:

baterias;

motores;

servos;

ESC;

BEC;

receptores;

conectores;

soldagem;

medição elétrica;

fontes de alimentação.

No Método 7H RC, a proposta é justamente trabalhar esses fundamentos de maneira prática, utilizando situações encontradas no aeromodelismo, automodelismo e nautimodelismo.

A ideia é que você deixe de depender apenas de soluções prontas e consiga compreender, diagnosticar, montar, adaptar e modificar seus próprios sistemas de rádio controle, levando esse conhecimento tanto para os modelos quanto para os equipamentos que utiliza no hobby.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *