Quem pratica aeromodelismo, nautimodelismo ou automodelismo provavelmente já passou por esta situação:
Você prepara o modelo.
Carrega as baterias.
Pega o rádio.
Vai até o local onde pretende voar, navegar ou andar com o carrinho.
Chegando lá, percebe que esqueceu justamente aquela pequena ferramenta ou aquele cabo que precisava.
Foi pensando nisso que comecei a organizar minha caixa de campo.
Minha ideia sempre foi bastante simples:
prefiro levar algumas coisas a mais do que precisar interromper uma atividade porque deixei alguma coisa importante em casa.
O que é uma caixa de campo?
A caixa de campo é basicamente uma bancada portátil.
Ela reúne ferramentas, instrumentos, acessórios, equipamentos de alimentação e itens que podem ser necessários quando estamos utilizando nossos modelos longe da bancada de casa.
No aeromodelismo, levamos a caixa para a pista.
No nautimodelismo, ela pode nos acompanhar até o lago.
No automodelismo, pode ficar ao nosso lado enquanto utilizamos o carro.
O princípio é sempre o mesmo:
ter à mão aquilo que podemos precisar.
Minha ideia foi montar uma caixa bastante completa
Quando organizei minha caixa, resolvi incluir até mesmo ferramentas que não utilizava habitualmente.
Em alguns casos, comprei ferramentas em dobro apenas para deixar permanentemente dentro dela.
Isso evita um problema muito comum.
Você utiliza uma chave de fenda na bancada.
Guarda na gaveta.
No dia seguinte pega a caixa de campo e sai.
Quando precisa da chave:
ela ficou em casa.
Se existe um conjunto de ferramentas exclusivo para a caixa, esse risco diminui bastante.
É melhor pecar pelo excesso
Essa foi a filosofia que adotei na montagem.
Naturalmente, não precisamos transportar uma oficina inteira.
Mas, quando existe espaço e o peso não representa um problema, prefiro ter uma ferramenta disponível e não utilizá-la do que precisar dela e descobrir que ficou em casa.
Com o tempo, cada modelista acaba descobrindo quais itens realmente utiliza.
Chaves de fenda são indispensáveis
Eu mantenho várias chaves de fenda na caixa.
Isso faz sentido porque encontramos parafusos em praticamente todos os tipos de modelo.
Podemos precisar acessar:
compartimento da bateria;
motor;
servo;
linkagem;
trem de pouso;
suporte;
cabine;
equipamentos eletrônicos.
Vale ter diferentes tamanhos.
Uma chave grande demais pode danificar um parafuso pequeno.
Uma pequena demais pode não oferecer torque suficiente.
Chaves Phillips também são importantes
O mesmo raciocínio vale para parafusos Phillips.
Dependendo dos equipamentos utilizados, podemos encontrar diferentes dimensões.
Ter algumas opções na caixa evita improvisações.
E improvisar uma ferramenta inadequada normalmente termina em:
cabeça do parafuso danificada.
Alicates ajudam em pequenos reparos
Um pequeno conjunto de alicates também pode ser extremamente útil.
Podemos ter:
alicate de bico;
alicate de corte;
alicate desencapador.
Com eles conseguimos resolver muitos pequenos problemas no campo.
O alicate de corte é utilizado constantemente
Precisou substituir um conector?
Cortar um fio?
Retirar uma abraçadeira?
Refazer alguma instalação?
Um pequeno alicate de corte ocupa pouco espaço e pode ser utilizado em várias situações.
Um desencapador de fios também ajuda bastante
Se for necessário refazer uma ligação elétrica, precisamos retirar o isolamento da ponta do fio.
É possível improvisar com outras ferramentas, mas um desencapador torna o trabalho muito mais rápido.
Principalmente quando estamos fora da bancada, ferramentas específicas ajudam bastante.
Eu levo ferro de soldar
Um dos equipamentos que coloquei na minha caixa de campo foi justamente o ferro de soldar.
Isso amplia muito aquilo que conseguimos reparar no local.
Imagine que um fio se solte de um conector.
Sem ferro de soldar:
acabou a atividade.
Com ferro, solda e algumas ferramentas:
talvez sejam necessários apenas alguns minutos para resolver.
Naturalmente precisamos levar solda
Não adianta levar o ferro e esquecer o material utilizado para soldar.
Uma pequena quantidade de solda ocupa pouquíssimo espaço.
Também podemos deixar na caixa alguns itens auxiliares que utilizamos habitualmente na bancada.
Termo retrátil é excelente para reparos
Se refizermos uma ligação, precisamos protegê-la.
Pequenos pedaços de espaguete termo retrátil em diferentes diâmetros praticamente não ocupam espaço.
Eles podem ser extremamente úteis para produzir um reparo muito melhor do que simplesmente deixar uma conexão exposta.
Não esqueça de colocar o termo retrátil antes de soldar
Essa dica vale tanto para a bancada quanto para o campo.
A sequência é:
cortar
↓
desencapar
↓
colocar o termo retrátil
↓
soldar
↓
posicionar o termo retrátil
↓
aquecer.
Se lembrarmos dele apenas depois de terminar a solda, talvez seja necessário desfazer a conexão.
Também coloquei pistola de cola quente
Outro equipamento presente na minha caixa é a pistola de cola quente.
Ela pode ser muito útil para reparos rápidos e fixações provisórias.
Dependendo do material e da aplicação, conseguimos prender:
fios;
pequenos componentes;
suportes;
acabamentos;
elementos leves.
Não é uma solução universal, mas pode resolver muitos problemas no campo.
Leve bastões de cola
Parece óbvio, mas é exatamente o tipo de coisa que podemos esquecer.
Se a pistola permanece permanentemente dentro da caixa, deixe também alguns bastões junto dela.
A ideia é que a caixa seja autossuficiente.
O multímetro é uma das ferramentas mais importantes
Na minha caixa também mantenho um multímetro.
Se alguma coisa elétrica parar de funcionar, ele rapidamente se torna nosso principal instrumento de diagnóstico.
Podemos verificar, por exemplo:
tensão;
continuidade;
resistência;
e outras grandezas, dependendo do instrumento.
Imagine que o modelo simplesmente não liga
Sem instrumento, começamos a adivinhar.
Será a bateria?
O conector?
O interruptor?
Um fio rompido?
Com o multímetro podemos investigar.
Primeiro medimos a bateria.
Depois verificamos se a tensão chega ao circuito.
Podemos testar continuidade em fios e conexões.
Em vez de trocar peças aleatoriamente, começamos a localizar o problema.
O multímetro também ajuda a verificar baterias
Antes de utilizar uma bateria, podemos conferir sua tensão.
Isso é particularmente interessante quando transportamos várias baterias e queremos confirmar o estado de uma delas.
Naturalmente, em baterias LiPo existem instrumentos específicos que tornam a verificação das células ainda mais conveniente.
Um medidor de LiPo ocupa pouco espaço
Um pequeno medidor de células LiPo é extremamente útil na caixa.
Ligamos o conector de balanceamento e podemos verificar rapidamente as tensões das células.
Isso ajuda a identificar:
bateria carregada;
bateria parcialmente utilizada;
diferença entre células.
É muito mais prático do que depender apenas da memória.
Identifique baterias carregadas e utilizadas
Uma pequena organização evita confusão.
Imagine levar seis baterias iguais.
Depois de algum tempo, você já não sabe quais foram utilizadas.
Podemos separar fisicamente:
CARREGADAS
e
UTILIZADAS.
Outra possibilidade é utilizar algum tipo de marcador ou identificação.
O importante é não colocar uma bateria descarregada novamente no modelo pensando que está carregada.
Eu também pensei na alimentação dos equipamentos no campo
Minha caixa não ficou limitada às ferramentas.
Construí também uma série de equipamentos eletrônicos para facilitar seu uso fora de casa.
Um deles foi uma fonte de alimentação variável.
Isso transforma a caixa em algo muito mais próximo de uma bancada portátil.
Uma fonte variável oferece várias possibilidades
Dependendo do projeto, podemos precisar alimentar algum circuito para:
testar um motor;
verificar LEDs;
experimentar um módulo;
testar um equipamento;
fazer diagnóstico.
Uma fonte ajustável permite trabalhar com diferentes tensões dentro das características para as quais foi projetada.
Coloquei uma bateria de 12 V dentro da caixa
Entre os recursos que posteriormente destaquei como particularmente úteis estava uma bateria interna de 12 V.
Isso permite ter uma fonte de energia disponível mesmo quando não existe uma tomada próxima.
Para uma caixa de campo, autonomia elétrica faz bastante sentido.
A bateria transforma a caixa em uma estação independente
Podemos imaginar:
Bateria interna
↓
distribuição de energia
↓
equipamentos da caixa.
A partir dela podemos alimentar diferentes sistemas, desde que as tensões e correntes sejam adequadamente controladas.
Isso exige planejamento elétrico, mas torna a caixa muito mais versátil.
Também instalei um inversor de 127 V
Outro recurso que coloquei na caixa e que, posteriormente, disse que faria novamente foi um inversor de 127 V.
O objetivo era justamente disponibilizar alimentação para determinados equipamentos quando estivesse no campo.
O inversor transforma a tensão contínua da bateria em uma tensão alternada apropriada para os equipamentos compatíveis com aquela saída.
O inversor precisa ser dimensionado corretamente
Não basta observar apenas a tensão.
Precisamos considerar também a potência do equipamento que será conectado.
Um inversor possui uma capacidade máxima.
A bateria também possui limites.
Portanto:
tensão correta não significa automaticamente potência suficiente.
Sempre respeite as especificações dos equipamentos.
Organizei também o sistema de carregamento das LiPo
Essa foi uma das partes em que procurei eliminar aquela confusão de fios.
Quem utiliza várias baterias LiPo sabe como uma estação de carregamento pode rapidamente virar uma coleção de:
fonte;
carregador;
cabos;
placa paralela;
conectores;
balanceadores.
Minha ideia foi deixar o conjunto organizado a ponto de precisar praticamente apenas ligá-lo à tomada.
Organização elétrica economiza tempo
Imagine chegar ao local e precisar montar toda vez:
fonte → cabo → carregador → placa → bateria.
Depois desmontar tudo.
Depois guardar.
Uma instalação organizada reduz a preparação e também diminui a possibilidade de conectar alguma coisa de maneira errada.
Foi justamente aquela quantidade de fios espalhados que procurei eliminar na construção da caixa.
Integrei o carregador de LiPo
Entre os recursos que considerei bons o suficiente para repetir em outra caixa estava justamente o carregador de LiPo integrado.
Isso significa que o carregador deixa de ser mais um equipamento solto.
Ele passa a fazer parte da estação.
Conectamos aquilo que precisamos e realizamos o carregamento.
Também fiz um suporte para carregar as LiPo
Outro recurso que considerei muito útil foi um suporte específico para a carga das baterias LiPo.
Organização é especialmente importante quando trabalhamos com baterias.
Não queremos células espalhadas sobre:
ferramentas;
cabos;
objetos metálicos;
outros equipamentos.
Uma área definida para elas deixa o processo mais organizado.
Baterias LiPo exigem cuidados
LiPo são extremamente úteis no modelismo devido à relação entre peso, capacidade e capacidade de descarga.
Mas precisam ser tratadas corretamente.
Durante o carregamento:
utilize carregador apropriado;
configure corretamente o número de células e parâmetros;
verifique o estado físico da bateria;
mantenha o conjunto em local apropriado;
não improvise conexões.
E siga as orientações do fabricante da bateria e do carregador.
Nunca deixe ferramentas metálicas soltas sobre baterias
Uma chave de fenda, alicate ou outro objeto metálico pode provocar um curto se atingir simultaneamente contatos energizados.
Em uma caixa que reúne:
ferramentas + baterias + eletrônica
a organização não é apenas estética.
Também é uma questão de segurança.
Cada coisa deve ter seu lugar
Essa é provavelmente uma das características mais importantes de uma boa caixa.
Não basta jogar tudo dentro.
Quando precisamos de uma chave, queremos encontrá-la rapidamente.
Quando precisamos do multímetro, não queremos retirar dez objetos antes.
Podemos criar:
divisórias;
suportes;
compartimentos;
elásticos;
presilhas.
Quanto mais organizada estiver a caixa, mais útil ela será.
Também fiz um suporte para o rádio
Outro recurso que destaquei posteriormente como algo que faria novamente é o suporte para o transmissor do rádio controle.
O rádio é um dos equipamentos mais importantes que levamos ao campo.
Ter um local próprio para ele evita deixá-lo:
no chão;
sobre uma bancada improvisada;
encostado em outros equipamentos.
Além disso, ajuda no transporte.
Proteja os sticks do transmissor
Dependendo do rádio, os sticks podem ficar vulneráveis durante o transporte.
Não queremos que ferramentas pesadas fiquem pressionando os comandos.
Uma caixa bem organizada deve manter o transmissor protegido.
Vale levar conectores sobressalentes
Conectores são pequenos.
Por isso, podemos manter alguns dos tipos mais utilizados dentro da caixa.
Se um conector apresentar problema, talvez consigamos substituí-lo no próprio local.
Também vale ter pequenos pedaços de fio.
Eles praticamente não ocupam espaço e podem salvar uma atividade.
Leve abraçadeiras plásticas
As famosas abraçadeiras ou enforca-gatos são excelentes para reparos rápidos.
Podemos utilizá-las para:
prender fios;
organizar cabos;
fixar temporariamente algum componente;
substituir uma fixação que se rompeu.
Poucos itens oferecem tanta utilidade ocupando tão pouco espaço.
Fita isolante também é útil
Uma pequena fita isolante pode ajudar em diversas situações.
Mas não devemos utilizá-la para esconder uma ligação elétrica malfeita.
Quando existe tempo e ferramentas, prefira realizar um reparo adequado.
A fita é apenas mais um recurso disponível.
Fita dupla face pode ser ainda mais útil no modelismo
Muitos componentes eletrônicos leves são fixados com fitas apropriadas.
Ter um pequeno pedaço disponível pode ajudar na substituição de:
receptor;
módulo;
sensor;
outro acessório.
Mais uma vez, a solução precisa ser compatível com a aplicação.
Leve parafusos e pequenas ferragens
Uma pequena caixa organizadora pode guardar:
parafusos;
porcas;
arruelas;
pequenos espaçadores;
terminais.
Não precisamos levar centenas.
Basta ter alguns dos tipos que aparecem frequentemente nos nossos modelos.
Hélices sobressalentes podem salvar o dia
No aeromodelismo e em alguns outros modelos, uma hélice danificada pode encerrar a atividade.
Se utilizamos um tipo específico de hélice, faz sentido levar uma ou mais unidades de reposição.
O mesmo vale para outras peças que sabemos serem relativamente vulneráveis.
Não utilize uma hélice danificada
Se uma hélice atingir o solo ou outro objeto, inspecione-a.
Uma trinca pode tornar a peça perigosa em alta rotação.
Não vale arriscar um modelo inteiro — ou a segurança de alguém — apenas para evitar substituir uma hélice.
No nautimodelismo, pense nas peças específicas do barco
Se você vai navegar, sua caixa pode receber itens diferentes daqueles utilizados por quem vai voar.
Talvez sejam úteis:
ferramentas para eixo;
graxa apropriada;
acoplamentos;
hélices;
pequenos parafusos;
materiais para alguma vedação emergencial.
Cada modalidade acaba criando sua própria versão da caixa.
No automodelismo acontece a mesma coisa
Quem utiliza carros RC pode priorizar:
ferramentas para rodas;
porcas;
parafusos;
peças de suspensão;
conectores;
itens específicos do modelo.
Portanto, não existe uma lista universal.
A melhor caixa é aquela adaptada ao equipamento que você realmente utiliza.
Minha caixa acabou ficando bastante completa
No próprio artigo original reconheci que procurei montá-la da forma mais completa possível.
Posteriormente, em resposta a um leitor, cheguei a admitir que talvez tivesse exagerado um pouco na quantidade de coisas colocadas nela.
Mas também destaquei alguns recursos que certamente faria novamente:
inversor de 127 V;
bateria interna de 12 V;
carregador de LiPo integrado;
suporte para o rádio;
suporte para carga das LiPo.
Esses itens acabaram mostrando seu valor na utilização prática.
Você pode começar com uma caixa muito mais simples
Não é necessário construir tudo de uma vez.
Comece com:
ferramentas básicas;
multímetro;
ferro de soldar;
alguns fios e conectores;
peças de reposição;
itens específicos do seu modelo.
Use a caixa.
Toda vez que estiver no campo e pensar:
“Puxa, seria bom ter isso aqui…”
anote.
Na próxima vez, acrescente o item.
Depois comece a integrar equipamentos
Com o tempo, talvez faça sentido instalar:
alimentação interna;
carregador;
distribuição elétrica;
suportes;
compartimentos específicos.
A caixa vai evoluindo de um simples recipiente para uma verdadeira estação portátil de manutenção e apoio ao modelismo.
Não carregue coisas apenas porque cabem
Existe também o outro extremo.
Depois de algum tempo, podemos descobrir que carregamos determinada ferramenta durante dois anos e nunca a utilizamos.
Nesse caso, vale reavaliar.
O objetivo não é possuir a caixa mais pesada possível.
É ter uma caixa que resolva os problemas que realmente aparecem durante nossas atividades.
Faça uma revisão periódica
De tempos em tempos, retire tudo.
Confira:
estado das ferramentas;
fios;
conectores;
baterias;
solda;
peças de reposição;
equipamentos eletrônicos.
Limpe a caixa.
Teste aquilo que precisa ser testado.
Depois reorganize.
Uma caixa de campo só é útil se os equipamentos dentro dela estiverem funcionando.
Carregue a bateria interna antes de sair
Se a caixa possui bateria própria, coloque isso na rotina de preparação.
Não adianta construir uma estação autônoma e chegar ao campo com a bateria descarregada.
Podemos criar uma pequena lista mental:
rádio carregado?
baterias dos modelos carregadas?
bateria da caixa carregada?
ferramentas conferidas?
peças de reposição?
Agora sim.
O objetivo é passar mais tempo utilizando o modelo
No final, todo esse trabalho de organização possui um objetivo muito simples.
Não queremos ir ao campo para procurar ferramentas.
Não queremos interromper um voo porque um fio se soltou.
Não queremos voltar para casa porque esquecemos um cabo.
Queremos:
voar;
navegar;
andar com o carrinho;
testar nossos projetos.
A caixa existe para facilitar isso.
Uma caixa de campo é uma bancada que viaja com você
Talvez essa seja a melhor maneira de definir o projeto.
Na bancada de casa temos:
ferramentas;
multímetro;
ferro de soldar;
fonte;
carregadores;
cabos;
componentes.
Minha ideia foi levar uma parte importante dessa capacidade para o campo.
Por isso, além das ferramentas, fui acrescentando equipamentos eletrônicos e organizando o sistema de carregamento das baterias para reduzir aquela confusão de fios e conexões que normalmente acompanha o modelismo elétrico.
O resultado foi uma caixa bastante completa — talvez até mais completa do que realmente precisava — mas que me permitia ter praticamente tudo à mão.
Veja nos vídeos como montei minha caixa de campo
Esse projeto acabou ficando grande o suficiente para que eu precisasse apresentá-lo em vários vídeos, mostrando as diferentes partes da caixa e os equipamentos que fui acrescentando.
Vale acompanhar os vídeos da página para conhecer a montagem e, principalmente, aproveitar as ideias que fizerem sentido para sua própria caixa.
Você não precisa copiar tudo.
Pode começar pequeno e construir sua caixa conforme suas necessidades.
Afinal, uma boa caixa de campo não é aquela que possui mais equipamentos.
É aquela que faz você pensar, quando alguma coisa dá problema longe de casa:
“Eu tenho exatamente a ferramenta que preciso aqui.”
Quer aprender elétrica e eletrônica aplicadas ao rádio controle?
Montar uma caixa de campo completa mostra como o modelismo vai muito além de simplesmente pilotar um modelo.
Quando começamos a cuidar dos nossos próprios equipamentos, surgem perguntas como:
Como medir uma bateria com o multímetro?
Como refazer uma solda?
Como verificar um fio rompido?
Como carregar corretamente uma LiPo?
Como utilizar uma fonte de alimentação?
Como organizar a alimentação dos equipamentos?
Como fazer pequenos reparos elétricos no próprio modelo?
Assim, você não fica apenas dependente de equipamentos prontos: começa a compreender como medir, testar, alimentar, soldar, reparar e modificar os sistemas elétricos e eletrônicos utilizados nos seus próprios modelos.
A mais de 5 anos sonho ter uma caixa de ferramentas desta ai, vou tentar reproduzir, e sempre divulgar teu blog meu amigo.
parabens
Ainda esta na ACA?
Olá Leandro,
Tudo bem com você? Opa, vá em frente com sua caixa. Eu posso ter exagerado um pouquinho na quantidade de coisas que coloquei na minha. heheheh
Você pode fazer uma mais simples. Agora tem alguns apetrechos que fiz que faria com certeza novamente, como: inversor de 127V, Bateria de 12V interna, carregador de lipo integrado, suporte para o rádio, suporte para carga das lipos.
Não estou nesse momento na ACA. Tenho estudado e trabalhado muito. Ano passado e esse ano meu tempo está muito escasso. Agradeço por ‘espalhar’ o meu blog. Qualquer coisa tô por aí.
Grande abraço,
Alex